Sindicato dos Comerciários de SP apoia fechamento temporário de lojas para conter avanço da ômicron

A proposta reduz o horário de abertura das lojas de shoppings neste momento de alta contaminação pela variante ômicron

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(Crédito: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) irá encaminhar um comunicado as entidades patronais apoiando a proposta que reduz o horário de abertura das lojas de shoppings neste momento de alta contaminação pela variante ômicron.

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A proposta de encurtar o funcionamento das lojas de shopping foi elaborada pela Associação Brasileira de Lojistas Satélites (Ablos), que inclui redes de lojas como Gregory, Tip Top e Dr.Feet.

Mauro Francis, presidente da Ablos, diz que o tempo menor de funcionamento ajudaria os lojistas a lidar com o problema da falta de funcionários que receberam dispensa médica após contrair Covid ou gripe nos últimos dias.

O presidente do sindicato, Ricardo Patah, também concorda que a retomada de práticas descartadas ao longo da pandemia, como a medição de temperatura dos visitantes e o controle da ocupação, são necessárias no cenário atual.

“Acho que, neste período, nós temos que voltar com isso. Não é para fechar tudo, mas tomar mais cuidado. E neste período de janeiro, em que as vendas não são tão elevadas e muitas lojas não têm quadro para dois turnos, que diminuam os horários de funcionamento dos shoppings”, afirma Patah.

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Segundo Patah, os comerciários filiados ao sindicato também pedem a realização de testes porque estão preocupados com o aumento das infecções da variante ômicron nos transportes públicos.

“Não há dúvida de que, por causa das vacinas, a consequência não está sendo letal. Mas ainda assim a situação é preocupante, e medidas precisam ser tomadas de forma conjunta entre trabalhadores, área patronal e governo”, afirma.

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) afirma que tem monitorado a situação da ômicron e que os cenários são diferentes nos estabelecimentos. “Requer um olhar único para cada caso pontual e não uma regra generalizada que inviabiliza o setor, uma vez que já foi exposto que os shoppings são capazes de operar com responsabilidade e segurança”, diz a entidade em nota.

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