USP deve ter banca de identificação racial no próximo vestibular, diz reitor

Pelo menos 163 estudantes foram expulsos de universidades federais desde 2017 por fraudes em cotas raciais

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Carlotti disse que para o vestibular de 2021-2022 não há mais tempo hábil para a criação da banca, mas que deve passar a valer no vestibular de 2022-2023. (Crédito: Canva Fotos)

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Gilberto Carlotti Junior, disse nesta terça (22) que deve implantar uma banca de identificação racial para evitar fraudes nos próximos vestibulares.

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O grupo será responsável por conferir a autenticidade da autodeclaração racial dada pelos alunos que ingressam na USP por meio do sistema de cotas.

“A USP usa como sistema de identificação a autodeclaração, mas vimos que isso não é suficiente e nos deparamos com algumas atitudes incorretas. Durante esse ano vamos discutir isso [bancas de identificação]”, afirmou Carlos.

A criação da banca acontece após a expulsão de seis fraudadores em julho de 2021. Um dos expulsos era o estudante de relações internacionais da USP, Braz Cardoso Neto, 20, que alegou ser pardo e ser de baixa renda, mas falhou em comprovar a declaração.

À comissão responsável pelo julgamento do caso, Braz enviou fotos de pessoas negras que alegou serem seus avós, mas não compartilhou com os membros do comitê dados que comprovassem parentesco. A decisão de expulsar o estudante foi unânime, e determinou ainda que ele não pudesse se matricular novamente na instituição pelos próximos cinco anos.

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Segundo um levantamento da Folha de S. Paulo, pelo menos 163 estudantes foram expulsos de universidades federais desde 2017 por fraudes em cotas raciais. A campeã em número de expulsões, entre as instituições que responderam à reportagem na época, foi a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), com 33 pessoas desmatriculadas.

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