competição eleitoral

Candidatos da Venezuela assinam acordo para respeitar resultado das eleições

Principal nome da oposição, Edmundo Gonzalez, no entanto, se absteve do pacto e disse que o governo de Nicolás Maduro violou acordos anteriores

Um acordo foi assinado por oito candidatos da Venezuela, incluindo Nicolás Maduro, prometendo respeitar os resultados do pleito.
Maduro classifica partido da oposição como ‘terrorista’ – Créditos: Agência Brasil

Um acordo foi assinado por oito candidatos da Venezuela, incluindo o atual presidente Nicolás Maduro, prometendo respeitar os resultados do pleito. Esse pacto, proposto pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), busca garantir a integridade da competição eleitoral.

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Entretanto, a principal oposição do país, representada por Edmundo Gonzalez e Enrique Marquez, tomou uma posição firme ao se abster de assinar o documento. Eles justificam essa decisão apontando violações prévias do atual governo a acordos semelhantes, indicando um clima de desconfiança e tensão.

Por que a principal oposição da Venezuela recusou assinar o acordo?

Em um comunicado divulgado, Edmundo Gonzalez explicou que a decisão de não assinar o acordo decorre de compromissos anteriores que foram desrespeitados pelo governo. O ato mais controverso citado por Gonzalez foi a retirada do convite a observadores internacionais da União Europeia, algo que tinha sido previamente acertado num acordo em Barbados. Além disso, Gonzalez acusa o governo de intensificar a perseguição aos líderes e apoiadores da oposição, aumentando o clima de repressão e medo.

O papel do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)

O CNE, autoridade máxima da esfera eleitoral na Venezuela, apresentou o acordo de nove pontos que inclui dispositivos importantes para a conduta durante o período eleitoral. Apesar dessas medidas, críticos ouvidos pela CNN, argumentam que o CNE sofre de parcialidade, favorecendo o partido no poder.

Impacto do desacordo no futuro político da Venezuela

A recusa da oposição em assinar o acordo deixa antever um período eleitoral possivelmente tumultuado. A tensão entre o governo e a oposição poderá intensificar-se, considerando as alegações de perseguição política e falta de transparâncias nas preparações para as eleições. Esse impasse não apenas coloca em risco a estabilidade política do país, mas também poderá afetar a percepção da comunidade internacional sobre a legitimidade das eleições venezuelanas.

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