Casa Branca diz que Rússia pode usar armas químicas na Ucrânia

Já Ministério da Defesa da Rússia afirma que ucranianos preparam uma provocação em que usariam substâncias venenosas.

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Porta-voz da Casa Branca diz que Rússia pode usar armas químicas na Ucrânia (Crédito: Chris McGrath/Getty Images)

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, criticou nesta quarta-feira, 09, as alegações da Rússia de que os Estados Unidos estariam desenvolvendo armas químicas na Ucrânia. Ela disse que, na verdade, é a própria Rússia que se prepara para usá-las no território ucraniano.

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Agora que a Rússia fez essas falsas alegações, e a China aparentemente endossou essa propaganda, todos nós devemos estar atentos para que a Rússia possivelmente use armas químicas ou biológicas na Ucrânia, ou crie uma operação de bandeira falsa para usá-las. É um padrão claro“, escreveu Psaki no Twitter.

Horas antes, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a Ucrânia está preparando uma provocação em que usaria substâncias venenosas. O porta-voz do ministério, Igor Konashenkov, disse que o objetivo era culpar a Rússia pelo uso de armas químicas, segundo a rede NBC News.

O ministério russo também alega que os ucranianos da cidade de Zolochiv compraram mais de 80 toneladas de amônia e estariam ensinando os moradores a como agir no caso de um ataque químico.

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Os russos não forneceram nenhuma evidência sobre as armas químicas, ainda de acordo com a NBC News.

Entenda a invasão à Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou uma invasão na Ucrânia no dia 24 de fevereiro.

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Desde então, o exército russo faz ofensivas por terra, ar e mar contra pontos estratégicos ucranianos, incluindo a capital Kiev e Kharkiv, segunda maior cidade do país. Militares russos também conquistam terreno no sul da Ucrânia.

Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na Otan, aliança militar do Ocidente. Uma das demandas da Rússia nas negociações sobre a guerra é que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na Otan e na União Europeia. Moscou também exige que Kiev reconheça a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano, e que a Crimeia faz parte da Rússia

Putin argumenta que está realizando uma “operação especial” para proteger os russos que vivem em território ucraniano. Ao mesmo tempo, Putin também diz que a Ucrânia está sob controle estrangeiro e que não merece ser um país independente.

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