Corpos são localizados 11 anos após explosão em mina de carvão na Nova Zelândia

Desastre da mina de carvão Pike River de 2010 foi um dos mais graves da Nova Zelândia e motivou diversas tentativas de recuperação dos corpos, assim como uma investigação criminal

Corpos são localizados 11 anos após explosão em mina de carvão na Nova Zelândia
Cruzes brancas e capacetes de segurança na estrada de acesso à mina do Rio Pike. Os corpos de pelo menos duas das vítimas do desastre de mineração na Nova Zelândia foram encontrados. (Créditos: Fotografia: Phil Walter / Getty Images)

Foram localizados restos mortais de pelo menos duas vítimas da explosão de uma mina de carvão que ocorreu há onze anos atrás, na Nova Zelândia. Os investigadores anunciaram nesta quarta-feira (17) que localizaram pelo menos duas vítimas, mas uma operação para recuperar os corpos não parece provável.

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A explosão da mina de carvão Pike River de 2010 foi um dos mais graves da Nova Zelândia e motivou diversas tentativas para que os corpos fossem localizados, assim como uma investigação criminal.

A explosão de novembro de 2010 matou 29 trabalhadores, e muitas das famílias lutam para que os restos mortais de seus entes queridos sejam localizados desde então. A tragédia da mineração – a pior da Nova Zelândia em 100 anos – ressoou em todo o mundo: entre os homens que morreram estavam 24 neozelandeses, dois australianos, dois cidadãos britânicos e um sul-africano.

As autoridades acreditam que o desastre foi provocado por uma explosão após um acúmulo de metano. Apenas dois dos 31 trabalhadores que estavam na mina sobreviveram à tragédia.

A polícia ainda está conduzindo uma investigação criminal sobre a explosão da mina. Uma comissão real em 2012 descobriu que os avisos de segurança foram ignorados no local e que os reguladores do governo não o inspecionaram de forma eficaz. Nenhum indivíduo jamais foi processado com sucesso pelo desastre, segundo The Guardian.

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A mina de carvão foi fechada e sua entrada ficou bloqueada por anos, por questões de segurança. Investigadores puderam ter acesso ao local apenas em 2019.

Os esforços de resgate chegaram a ser interrompidos após vários túneis colapsarem, mas ao fazer uma perfuração especialistas conseguiram obter imagens das partes mais profundas da mina e assim os corpos foram localizados.

A polícia diz que, desta maneira, conseguiu observar dois corpos — e talvez um terceiro.

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Mas o ministro responsável pela operação de resgate, Andrew Little, disse que “não é provável” que os corpos sejam recuperados. “Sei que algumas famílias gostariam de ir mais longe, mas não é possível”.

O detetive Peter Read afirmou que, “embora não tenhamos conseguido identificar os restos mortais, estamos trabalhando com especialistas forenses para ver o que podemos fazer para confirmar suas identidades”.

O ex-vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores Winston Peters declarou em seu Twitter:

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”A descoberta do corpo do Pike River levanta mais perguntas do que respostas. Mostra que a mina nunca deveria ter sido lacrada e mostra que os corpos poderiam ter sido recuperados. Esta é uma tragédia total. Por que o atual governo não cumpriu a promessa que todos fizemos às famílias em 2017?”

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