tensão

Embaixador de Cuba avalia como real o risco de invasão militar pelos Estados Unidos

Diplomata afirma que o país caribenho está preparado para se defender diante da escalada de sanções e pressões dos EUA

Cuba
Victor Manuel Cairo Palomo, embaixador de Cuba – Fábio Rodrigues / Agência Brasil

O governo de Cuba considera real a ameaça de uma intervenção militar promovida pelos Estados Unidos sob a gestão do presidente Donald Trump. Em entrevista concedida à Agência Brasil, o embaixador cubano no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, declarou que o país caribenho está devidamente preparado para enfrentar uma eventual agressão armada e reforçou a necessidade de mobilização internacional contra a escalada de tensões. O diplomata ressaltou que a população local mantém sua prontidão de defesa histórica.

“O povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA. O governo e o povo cubanos não podem ignorar as pretensões dos EUA de uma invasão a Cuba. Isso é real”.

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A resistência diplomática e a soberania de Cuba

A representação diplomática de Havana tem intensificado os apelos à imprensa e à comunidade global para barrar qualquer tipo de ação militar na região. A embaixada enfatiza que a soberania nacional será defendida pela população diante de investidas estrangeiras. “Não é possível normalizar uma agressão militar contra Cuba”.

O representante do país no Brasil reiterou a determinação do povo em resguardar seu território. “Cuba tem história, tem tradição de luta. Cuba tem tradição de preparação da população para essa luta, que é uma questão que não pode ser ignorada pelos EUA”.

Sanções econômicas e declarações da Casa Branca

Desde o início de 2025, com o retorno da gestão republicana a Washington, as pressões econômicas contra a ilha se intensificaram significativamente por meio de novos bloqueios e sanções energéticas que afetaram o abastecimento de combustível por três meses consecutivos. As restrições atingiram drasticamente o setor turístico com a redução de voos internacionais, a retirada de redes hoteleiras e a suspensão de operações da bandeira de cartões Visa.

Paralelamente, declarações de autoridades americanas e do Departamento de Estado, liderado por Marco Rubio, classificaram o governo do presidente Miguel Díaz-Canel como uma ameaça à segurança nacional, alternando retóricas de sanções com menções a eventuais acordos e uso de forças armadas. “Faremos o possível para tomar medidas que iniciem esse processo de mudança [em Cuba]. E será um processo que não será fácil”.

Apesar da retórica agressiva de Washington, a diplomacia cubana reitera que não cederá a pressões externas e continuará buscando apoio internacional para denunciar o bloqueio econômico. O cenário de incerteza permanece monitorado por observadores globais e organismos multilaterais, que acompanham os impactos das sanções na rotina dos moradores da ilha e nas relações diplomáticas do continente americano.

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