crimes contra a humanidade

Tribunal Penal Internacional: o que é e quem pode prender Netanyahu?

O Tribunal Penal Internacional é responsável por julgar indivíduos acusados de crimes graves, como genocídio e crimes de guerra.
TPI foi criado em 1998, com base no Estatuto de Roma, e passou a funcionar em julho de 2002, com sede em Haia, na Holanda – Crédito: Divulgação/Facebook/ICC

O Tribunal Penal Internacional (TPI), criado em 2002, é responsável por julgar indivíduos acusados de crimes graves, como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Sua jurisdição se aplica aos países que ratificaram o Estatuto de Roma, o tratado fundador do tribunal.

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Embora independente, o TPI opera em cooperação com a Organização das Nações Unidas (ONU) e é endossado pela Assembleia Geral. Quando um caso não se enquadra diretamente na jurisdição do tribunal, o Conselho de Segurança da ONU pode encaminhá-lo para investigação.

Nesta quinta-feira (21), o TPI determinou que seus países-membros são obrigados a prender o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, caso entrem em seus territórios. Apesar de não ter poder de polícia, o tribunal depende da cooperação internacional para que os mandados sejam cumpridos.

Mandados anteriores emitidos pelo TPI incluem o do ex-presidente do Sudão, Omar al-Bashir, que foi alvo de diversas tentativas de prisão ao viajar para países signatários, e o de Saif Gadhafi, filho do ex-ditador líbio Muammar Gadhafi. Em 2023, o tribunal também ordenou a captura do presidente russo Vladimir Putin, acusado de crimes durante a guerra na Ucrânia.

Jurisdição e limitações do Tribunal Penal Internacional

O TPI pode processar crimes cometidos em território de países signatários ou por cidadãos dessas nações. Mais de 120 países aderiram ao Estatuto de Roma, comprometendo-se a cooperar com o tribunal, incluindo cumprir mandados de prisão emitidos pela corte. Entretanto, grandes potências como Estados Unidos, Rússia, China e Índia não fazem parte do tratado. Israel também não é signatário, o que limita a atuação do tribunal em casos envolvendo autoridades israelenses.

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Leia também: Primeiro-ministro de Israel e líder do Hamas recebem mandado de prisão

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