REPARAÇÃO

AGU define indenização à família de catador morto em operação militar

O montante será dividido entre a mãe e as duas irmãs, além de pagamento de pensão vitalícia e despesas com funeral.

AGU pagará indenização à família de catador morto em operação militar
AGU determinou indenização à família do catador Luciano Macedo, morto em ação do exército em 2019, no Rio de Janeiro (Crédito Foto: Wesley Mcallister/AscomAGU)

A família do catador Luciano Macedo receberá um pagamento de indenização por parte da União. Ele foi morto por militares do Exército durante uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro, no ano de 2019. A informação foi divulgada nesta terça-feira (11) pela Advocacia-Geral da União (AGU).

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De acordo com o órgão, o acordo foi homologado pela Justiça Federal e prevê um pagamento total de R$ 841 mil à família. O valor foi dividido da seguinte forma: R$ 493 mil serão destinados à mãe de Luciano, Aparecida Macedo; R$ 123,2 mil para cada uma das irmãs do catador, Bianca Macedo e Lucimara Macedo; R$ 21,7 mil de pensão vitalícia atrasada; R$ 3,5 mil para pagamento de despesas com funeral e R$ 76,4 mil para honorários advocatícios.

A procuradora nacional da União de Negociação, Clara Nitão, citou a necessidade do reparo à família do catador. “O acordo mostra a disposição da União de contribuir para uma reparação célere e justa aos afetados pela violência de agentes públicos. Sabemos que a vida de um familiar não tem preço, mas acreditamos que o fim amigável, consensual de um litígio judicial é uma etapa importante não só para fazer justiça, mas para a tão necessária pacificação da sociedade”.

Segundo a AGU, está em andamento um acordo nos mesmos moldes com familiares do músico Evaldo Santos, que também morreu durante o episódio.

Luciano e Evaldo foram mortos durante operação na qual militares buscavam autores de um roubo e dispararam contra o carro onde estava Evaldo, um Ford KA branco. O sogro do músico foi ferido na ação, enquanto sua mulher, seu filho e uma amiga que também estavam no veículo não foram atingidos. O catador Luciano foi baleado ao tentar socorrer Evaldo e morreu 11 dias depois no hospital.

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