Casos de covid-19 seguem caindo no Rio, diz Boletim Epidemiológico

Um dos principais indicadores da diminuição de casos é a taxa de positividade. Em queda desde 16 de janeiro

Boletim Epidemiológico da prefeitura do Rio de Janeiro divulgado hoje (21) revela que o número de casos e de óbitos de covid-19 se manteve em queda na semana passada, confirmando a tendência de redução de infecções que já havia sido apontada pela edição do levantamento publicada em 9 de fevereiro. 

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Um dos principais indicadores da diminuição de casos é a taxa de positividade. Em queda desde 16 de janeiro, o percentual de testes positivos para covid-19 chegou a 6,4% na semana passada, significando que, a cada 100 testes realizados, menos de sete detectam o novo coronavírus.

Transmissão da variante

A cidade do Rio de Janeiro teve 385.224 casos da doença do início de janeiro até a semana passada, quase 100 mil a mais que em todo o ano de 2021. A diferença decorre da grande capacidade de transmissão da variante Ômicron, que se espalha muito mais rápido que as outras cepas do coronavírus e teve seu pico de casos na cidade em janeiro. A variante foi responsável por 97,2% das ocorrências em janeiro de 2022. 

Apesar de o número de diagnósticos ter sido muito maior que em qualquer outro período da pandemia, a mortalidade causada pela covid-19 foi de 13,4 vítimas a cada 100 mil habitantes, enquanto nos anos anteriores essa relação passou de 200 para 100 mil. Pesquisadores vêm apontando que a queda na mortalidade confirma que as vacinas cumpriram o papel principal de reduzir a ocorrência de casos graves e mortes.

Já a letalidade da covid-19 em 2022 foi, até aqui, de 0,2%, enquanto em 2020 o percentual chegou a 8,7%. A mortalidade indica o impacto das mortes em relação ao total da população, enquanto a letalidade mostra a proporção de pessoas que morreram entre as que tiveram casos confirmados da doença. 

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Por isso, a letalidade pode ser influenciada pela capacidade de realizar testes, já que uma baixa testagem causa subnotificação e dificulta a compreensão de quantas pessoas, de fato, se infectaram. 

(Agência Brasil)

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