Covid-19 ‘está longe de acabar’, afirma diretor-geral da OMS

Tedros também descartou a ideia de que a variante Ômicron seja benigna

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(Crédito: Reprodução/Redes Sociais)

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta terça-feira (18) que a pandemia de coronavírus “está longe de acabar”. Tedros também descartou a ideia de que a variante Ômicron, que se espalha rapidamente pelo mundo, seja benigna.

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”Não se enganem, a Ômicron causa hospitalizações e mortes, e mesmo os casos menos graves sobrecarregam as instituições de saúde. Esta pandemia está longe de terminar, e dado o incrível crescimento da Ômicron em todo o mundo, é provável que surjam novas variantes”, disse Tedros durante coletiva realizada em Genebra, na Suíça.

O ministro da saúde Suíço, Alain Berset, afirmou na semana passada que a variante Ômicron poderia ser “o começo do fim” da pandemia.

Tedros rebateu Alain dizendo que a variante Ômicron não é benigna. ”Em alguns países, os casos de Covid parecem ter atingido o pico, dando esperança de que o pior desta última onda já passou, mas nenhum país está fora de perigo ainda”, afirmou o chefe da OMS.

Durante a coletiva, Tedros expressou preocupação com os baixos índices de vacinação de muitos países. ”As pessoas correm mais risco de sofrer de formas graves da doença ou de morrer se não forem vacinadas”, disse Tedros. ”A Ômicron pode ser menos grave em média, mas a narrativa de que é uma doença leve é enganosa, prejudica a resposta geral de saúde e custa mais vidas”.

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Segundo especialistas em Saúde Pública, a expansão da vacinação em regiões onde os índices permanecem baixos é a melhor estratégia para conter a pandemia e futuras variantes.

Durante conferência virtual da Agenda de Davos do Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira (18), o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, disse que mais da metade da população mundial recebeu as duas doses da vacina contra a Covid-19, mas apenas 7% da população da África vacinaram-se com duas doses.

”O problema é que estamos deixando para trás grandes áreas do mundo… Mas as vacinas são absolutamente essenciais. No momento, não há como sair da pandemia sem que as vacinas sejam o pilar estratégico central”, disse Ryan.

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John Nkengasong, diretor dos Centros Africanos de Controle de Doenças, disse que era “inaceitável” que o continente africano estivesse tão atrás em relação a outras regiões em vacinação, denominando a situação como um “colapso da cooperação e solidariedade globais”.

”A única maneira de evitar que outras variantes ponham em xeque os esforços e avanços globais que alcançamos é vacinar em larga escala, inclusive na África”, disse Nkengasong.

Seth Berkley, diretor executivo da aliança de vacinas Gavi, afirma que, embora o fornecimento global de vacinas por meio da Covax tenha enfrentado obstáculos iniciais, a situação lentamente está melhorando.

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‘Esperamos que o próximo bilhão de doses leve de quatro a cinco meses. O desafio é garantir que todos os países estejam preparados para recebê-las”, disse Berkley.

Leia na íntegra o resumo da coletiva de imprensa da OMS realizada nesta terça (18).

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