Um novo levantamento internacional acendeu um sinal de alerta vermelho para as autoridades de saúde pública sobre os hábitos da população no Brasil. Segundo os dados apresentados no Relatório de Preservação do Movimento, cerca de 59% dos brasileiros não atingem a meta de 150 minutos semanais de exercícios recomendada pela Organização Mundial da Saúde. A pesquisa coordenada pela ASICS revelou que a falta de atividade física afeta gravemente o bem-estar da população, posicionando o país no terceiro lugar do ranking global de sedentarismo entre 31 mercados analisados.
A tecnologia e a falta de atividade física no cotidiano
A expansão de serviços digitais, o uso contínuo de telas e o avanço do trabalho remoto alteraram profundamente a rotina das pessoas em São Paulo e nos demais estados. O estudo indica que os brasileiros passam cerca de 88% das 16 horas em que permanecem acordados em completo repouso corporal, somando 14 horas diárias de inatividade. Para 80% dos participantes, a conveniência da vida moderna tornou fácil passar dias inteiros sem realizar esforços corporais significativos. Entre os jovens com idade entre 18 e 24 anos, 60% afirmam que conseguiriam passar três dias seguidos sem sair de casa.
Os impactos na saúde mental e estratégias para se movimentar
A inatividade prolongada reflete-se diretamente na percepção de qualidade de vida e no estado emocional dos cidadãos. Entre as pessoas que cumprem a meta semanal da OMS, o indicador de saúde mental atingiu pontuação 74 em uma escala até 100, contra 63 observados no grupo sedentário. Especialistas recomendam pequenas mudanças progressivas na rotina diária para combater a inatividade corporal, como priorizar caminhadas curtas, utilizar escadas em edifícios, fazer pausas ativas a cada hora de trabalho e praticar treinos em casa com duração de 15 a 20 minutos.