Amazonas registra terceiro pior ano de queimadas em 2021

Foram identificados 14.683 focos de incêndio, tendo sido recorde o mês de agosto

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Amazonas registra terceiro pior ano de queimadas (Crédito: Canva)

O estado do Amazonas registrou em 2021 o terceiro ano com mais queimadas, segundo o monitoramento feito pelo Instituto Nacionais de Pesquisas Espaciais (INPE). Desde 1998, o instituto atua na geração de dados de queimadas e só em 2005 e 2020 os índices foram tão altos quanto agora. Neste ano, já foram notificados 14.683 focos de incêndios e mesmo sem ter terminado, já pode ser considerado o terceiro ano com o maior foco de queimadas da história.

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Em agosto de 2021, foi o período de recorde no mês. Em 26 dias, foram registrados 8.030 focos de incêndios, a maioria devido ao desmatamento. Segundo o pesquisador do Programa de Queimadas do INPE, Alberto Setzer, as queimadas ganham força em julho, tendo os maiores números em agosto, setembro e outubro. Além da Amazônia, foram registrados pelo INPE, um mês de agosto difícil para o Cerrado com 15 mil focos de incêndios, um avanço de 48% desde 2020. A diferença entre a Amazônia é que suas causas são naturais.

Um estudo liberado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), pela pesquisadora Luciana V. Gatti, com a participação de outros cientistas do Instituto, também do CEMADEM e IEA-USP, além de parcerias com universidades estrangeiras, afirma em nove anos de pesquisa que a Amazônia passou a ser fonte de carbono devido as queimadas, ao desmatamento e as mudanças climáticas.

Essa pesquisa mostrou que o desmatamento florestal diminui a condição da Floresta Amazônica de absorver CO2 da atmosfera. Se as queimadas fossem zeradas diminuiríamos as emissões de CO2 e aumentaríamos a absorção de carbono na floresta Amazônica. Isso iria contribuir com o aumento da chuva e redução de temperatura, um ponto positivo para Amazônia e para o Brasil todo.