Bolsonaro diz que 11 ministros irão disputar eleições em 2022

Bolsonaro esteve hoje (3) em Rondônia para se reunir com o presidente peruano Pedro Castillo

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As eleições de 2022 ocorrerão no dia 2 de outubro. (Crédito: Andressa Anholete/Getty Images)

Durante visita a Rondônia nesta quinta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que 11 ministros devem deixar o governo para disputarem as eleições de 2022

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Segundo Bolsonaro, a ‘super troca’ dos ministérios deve ocorrer no fim de março. “Dia 31 de março, um grande dia, é um pacotão: 11 saem, 11 entram. Da minha parte, vocês só vão saber via Diário Oficial da União”, afirmou o presidente. 

Questionado se poderia ter algum nome de Rondônia entre os novos ministros, Bolsonaro respondeu que um dos nomes cogitados é o senador Marcos Rogério (DEM), que teve atuação expressiva em defesa do governo durante a CPI da Covid.  “Eu tenho um profundo apreço pelo Marcos. A gente pode conversar, mas nada decidido ainda com ninguém, porque, afinal de contas, para evitar ciumeira”, disse. 

Bolsonaro esteve em Rondônia para se encontrar com o presidente peruano, Pedro Castillo. Durante a reunião, conversaram sobre comércio e acesso a mercados, integração física, cooperação fronteiriça, cooperação em defesa e segurança, cooperação técnica e humanitária e combate à pandemia de Covid.

O encontro foi realizado no gabinete do governo de Rondônia, o Palácio Rio Madeira. Na rampa de acesso ao Palácio, Bolsonaro e Castillo posaram para fotos, sendo que o presidente brasileiro não utilizou máscara durante todo o encontro presidencial.

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Questões agrícolas também estavam entre os principais interesses do Peru em Rondônia. Tanto que após a reunião presidencial, Castilho foi com o governador Marcos Rocha (PSL) conhecer as instalações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 

Em 9 de junho de 2021, quando Castillo liderava as intenções de voto para a presidência do Peru, Bolsonaro lamentou a possível vitória do candidato afirmando que ele era vinculado ao Foro de São Paulo, organização que reúne partidos de esquerda da América Latina.

Questionado sobre esse comentário, Bolsonaro disse que está ‘’tudo superado’’. “O que acontece: nós queremos uma América do Sul livre, liberdade de expressão, liberdade de imprensa para todos aqui. Logicamente que esse encontro aqui tem a ver com isso, nós podemos só ter boa relação se a democracia imperar de fato no seu país. Tudo superado”, disse.

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