Eduardo Bolsonaro associa cratera do Metrô à contratação de mulheres por concessionária

A empresa divulgou nota de repúdio sobre as alegações misóginas e desrespeitosas do deputado

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O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente do Brasil Jair Bolsonaro, chega para cerimônia do Dia Internacional Contra a Corrupção no Palácio do Planalto em 9 de dezembro de 2021 em Brasília, Brasil. (Crédito: Andressa Anholete/Getty Images)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgou um vídeo nesta quinta-feira (3) alegando que o acidente das obras do Metrô de São Paulo ocorreu devido a uma política de contratação de mulheres da empresa responsável pelo projeto.

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O vídeo postado pelo filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) mostra uma entrevista em que Stefania Riciulli, coordenadora de comunicação da Acciona, defende a contratação de mulheres na empresa.

“Procuro sempre contratar mulheres”, mas por qual motivo? Homem é pior engenheiro? Quando a meritocracia dá espaço para uma ideologia sem comprovação científica o resultado não costuma ser o melhor. Escolha sempre o melhor profissional, independente da sua cor, sexo, etnia e etc”, escreveu Eduardo em seu Twitter.

A Acciona divulgou nota de repúdio sobre as alegações misóginas e desrespeitosas do deputado federal. “A ACCIONA, como uma empresa que tem o respeito à diversidade como um dos pilares de sua política de ESG, lamenta profundamente o teor dessa videomensagem que circula em redes sociais. A empresa considera o conteúdo misógino e extremamente desrespeitoso com nossas colaboradoras”, disse a empresa.

“A ACCIONA tem programas especiais de estímulo à contratação de mulheres, inclusive na área de construção, e se orgulha dos seus profissionais. A empresa estuda as medidas judiciais cabíveis ao caso”, concluiu a nota.

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O Instituto de Engenharia também divulgou nota de repúdio ao vídeo “que desmoraliza colaboradoras de empresa que atua nas obras da Linha-6 Laranja do Metrô” e o classificou como um “desserviço à sociedade”.

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