CAMPEÃ

Mancha Verde é a grande campeã do Carnaval de SP

Vai-Vai e Colorado do Brás foram rebaixadas para o grupo de acesso.

No ano de 2020 a Mancha foi vice-campeã (Crédito: Divulgação/Mancha Verde)

A Mancha Verde é a grande campeã do carnaval de São Paulo. A escola conquistou, na tarde desta terça-feira (26), após apuração das notas dos jurados no Sambódromo, o segundo título de sua história. Já tinha conquistado o primeiro lugar em 2019 e agora consegue o bicampeonato.

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Com o tema “Planeta Água”, a Mancha trouxe à avenida a discussão da importância da preservação e da conscientização sobre o uso da água, além de seu caráter místico para várias religiões.

A escola entrou na avenida após um atraso de 7 minutos, pois uma das alegorias de seu primeiro carro estava quebrada. Isso não fez com que a Mancha se atrasasse e perdesse pontos, visto que conseguiu completar o desfile dentro do tempo limite de 70 minutos.

Em sua comissão de frente, a Mancha Verde estava representado o mito das águas de Oxalá. No primeiro carro, que foi consertado minutos antes do desfile, contou a história da água que acompanha a religião. No segundo fez uma homenagem aos povos indígenas e aos rios brasileiros. O terceiro carro alegórico trouxe as figuras de Iara e de Iemanjá. No quarto e último carro veio Poseidon, representando o ciclo e a renovação da água.

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O enredo

O enredo da escola, “Planeta Água”, foi inspirado na música de Guilherme Arantes.

Segundo o diretor de carnaval da escola, Paolo Bianchi, “o enredo tem duas grandes vertentes, uma delas é a religiosa, como a água se introduz em várias religiões, e também, por outro lado, um tema atual, que é a escassez, mostrar como o homem maltrata a água”.

O samba

Aqui está um trecho do samba da escola campeã do carnaval de São Paulo de 2022:

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“Iemanjá! Iê Iemanjá!
Rainha das ondas, senhora do mar!
Iemanjá! Iê Iemanjá!
No azul dos teus mistérios eu também quero morar

Nem tudo que deságua é tempestade
Nem todo choro é saudade
Vejo o mundo em outras cores
Lágrimas que encharcam esse chão
Fertilizam a semente
Sob as nuvens de algodão
Ciclo da vida que move moinhos
Tantos caminhos pra um dia voltar
À Terra, deixando um clamor pra humanidade
A nobre missão de preservar
Nosso futuro, nosso lar!

Água de benzer… purificar
Água da fonte do rio que corre pro mar
Planeta água, nascente da vida
Sou Mancha Verde e mato a sede na avenida”

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