OPERAÇÃO CONTRA-ATAQUE

MP e polícia combatem tráfico de drogas e roubo de cargas no Rio

Vara Especializada em Crime Organizado emitiu 21 mandados de prisão pelo crime de associação criminosa.

Operação começou a ser investigada em 2019 após um aumneto de conflitos entre traficantes nos complexos da capital carioca. (Créditos: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) da Polícia Civil deflagraram, nesta terça-feira (22), a Operação Contra-Ataque, no Rio de Janeiro.

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Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil, oito pessoas foram capturadas. Os agentes buscam cumprir 21 mandados de prisão preventiva pelo crime de associação criminosa e 32 de busca e apreensão contra alvos vinculados a uma facção criminosa, nas ruas da Pavuna, na zona norte do Rio, em outros endereços na capital e no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Integrantes das delegacias do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) do Rio também participam da operação.

Segundo a secretaria, as investigações da Desarme começaram no fim de 2019, quando traficantes do Complexo da Pedreira e do Complexo do Chapadão, na Pavuna, tiveram diversos confrontos, aumentando o número de homicídios na região.

O trabalho policial revelou que a facção criminosa que atuava na Pedreira tinha núcleos responsáveis pelo tráfico de drogas, roubo de cargas, comércio de armas e munições e receptação de produtos roubados. Durante as investigações, alguns dos integrantes do grupo foram presos”, informou.

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Roubos

O MPRJ disse que, depois da prisão de um dos denunciados por tráfico de drogas, foram identificados integrantes da organização criminosa que atuava na Pavuna e adjacências e praticava roubos de cargas na Via Dutra e Avenida Brasil e de pessoas em transporte coletivo, e no abastecimento dos receptadores de cargas roubadas.

A denúncia do MP apontou que a organização criminosa tem estrutura hierárquica e ainda é ajustada por uma perfeita divisão de tarefas.

De modo que os integrantes do núcleo de roubo de cargas fundamentam boa parte de suas ações nas demandas do núcleo dos receptadores, já possuindo os produtos roubados destino certo para fins de subsequente comercialização ilícita. Para além da venda direta de mercadorias a interessados, com os quais os integrantes da organização realizam contato imediato, um dos principais pontos de exposição para venda dos produtos roubados é a Rua do Meio, situada no centro de Belford Roxo, onde integrantes da organização montam suas bancas”, acrescentou.

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