PREVISÃO DO MERCADO

Vendas de carros novos no Brasil em 2026 devem ser as maiores desde 2014

Impulsionada por automóveis e eletrificados, entidade da indústria automotiva projeta alta de 15,2% nas vendas no Brasil, apesar do avanço de componentes importados e da queda em pesados

Vendas de carros novos no Brasil em 2026 devem ser as maiores desde 2014
O avanço expressivo dos emplacamentos conta com a contribuição direta dos automóveis eletrificados, cujas comercializações cresceram 22,5% no acumulado do ano e já representam 20,1% do mercado de leves zero-quilômetro – Foto: Divulgação/Jeep

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revisou para cima suas estimativas e prevê que o mercado de vendas de carros novos no Brasil alcance 3,099 milhões de unidades emplacadas em 2026. Se a projeção de crescimento de 15,2% em relação a 2025 se confirmar até dezembro, o país registrará o maior volume de comercialização de veículos da indústria automotiva dos últimos doze anos. A forte arrancada do setor é sustentada pela demanda por automóveis de passeio e comerciais leves, superando o ritmo de fabricação nacional e a desaceleração enfrentada pelo segmento de transporte de carga.

O avanço expressivo dos emplacamentos de carros novos conta com a contribuição direta dos automóveis eletrificados, cujas comercializações cresceram 22,5% no acumulado do ano e já representam 20,1% do mercado de leves zero-quilômetro. Paralelamente, o comércio exterior registra um salto significativo nas importações, que cresceram 30,4% entre janeiro e setembro, totalizando 463,9 mil unidades desembarcadas no país. Os modelos de carros novos de marcas da China ganham terreno acelerado nas garagens brasileiras e já respondem por 55% dos veículos importados e 11,3% de todas as aquisições do mercado nacional.

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Preocupação com componentes e o descolamento de pesados

Apesar da perspectiva otimista para os licenciamentos de carros novos de passeio, a entidade ligou o sinal de alerta para a qualidade da expansão fabril. Segundo o presidente da associação, Igor Calvet, cerca de 71% do aumento da produção brasileira em 2026 decorre da montagem de conjuntos de peças importadas nas modalidades SKD e CKD, o que pode limitar a geração de empregos e o uso de componentes da cadeia de autopeças do Brasil. Já o segmento de caminhões e ônibus segue na contramão da alta, acumulando queda puxada pelos juros elevados e pelos custos de financiamento.

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