Conflito entre Rússia e Ucrânia acende debate sobre propagandas de guerra

De um lado, Rússia e China, de outro, EUA e países europeus: “a guerra midiática”

Conflito entre Rússia e Ucrânia acende debate sobre propagandas de guerra
Vladimir Putin (esq.) e Xi Jinping (dir) apertam as mãos (Créditos: Kenzaburo Fukuhara-Pool/Getty Images)

Muitas narrativas envolvem o conflito entre Rússia e Ucrânia e, no meio desta verdadeira “guerra midiática”, o Ocidente e o Oriente também conflitam. Segundo reportagem do The New York Times, a China está ao lado da Rússia trazendo desinformações sobre o conflito em seus veículos estatais.

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Durante viagem de Xi Jinping a Moscou em 2013, Rússia e China assinaram um acordo onde compartilhariam informações em suas redes estatais de comunicação, e assim estão fazendo. Nos últimos dias, a mídia estatal da China vem “defendendo” a Rússia frente às acusações sobre o suposto massacre de Bucha.

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Na semana passada, Glenn Greenwald, jornalista estadunidense, já alertava sobre o que chamou de “propagandas de guerra”, em que muitos interesses estão em jogo. Glenn pediu um pouco de “ceticismo” para a recepção dos leitores e espectadores em relação às imagens e narrativas do conflito entre Rússia e Ucrânia.

No ponto central desta “guerra midiática” está o ocorrido em Bucha, Ucrânia. As autoridades russas, bem como agora as chinesas, dizem que as cenas horríveis, que foram veiculadas na semana passada, são frutos de uma grande armação. Do lado ocidental, EUA, Ucrânia e a maioria dos países europeus corroboram a ideia de que houve um massacre de civis cometido pelo exército da Rússia ao deixar a cidade de Bucha.

Alguns jornais dos EUA, como é o caso do próprio The New York Times, noticiaram que não conseguiram apurar, de forma independente, o que realmente aconteceu.

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O fato é que os interesses existem em todos os lados desta história, e o jornalismo segue fazendo sua parte com a apuração séria e imparcial.