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Banco de Wall Street alerta para “vulnerabilidades financeiras” em plano de Milei

Em um relatório divulgado aos investidores, o Barclays aconselhou a abandonar posições em títulos argentinos com vencimento em 2030 e a investir em títulos públicos do Equador com o mesmo vencimento

Apesar da euforia do governo da Argentina pela aprovação com mudanças da Lei de Bases no Senado, a renovação do swap com a China e a liberação de US$ 800 milhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), um renomado banco de Wall Street recomendou aos seus clientes a redução de investimentos em ativos argentinos e destacou pontos fracos no programa do ministro da Economia, Luis Caputo.
Wall Street – Créditos: Canva

Apesar da euforia do governo da Argentina pela aprovação com mudanças da Lei de Bases no Senado, a renovação do swap com a China e a liberação de US$ 800 milhões do Fundo Monetário Internacional (FMI), um renomado banco de Wall Street recomendou aos seus clientes a redução de investimentos em ativos argentinos e destacou pontos fracos no programa do ministro da Economia, Luis Caputo.

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Em um relatório divulgado aos investidores, o Barclays aconselhou a abandonar posições em títulos argentinos com vencimento em 2030 e a investir em títulos públicos do Equador com o mesmo vencimento. Esta é uma primeira sinalização de alerta sobre o rumo econômico argentino.

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Dólar e reservas: principais dúvidas de Wall Street

Em primeiro lugar, o relatório observa que os formuladores da política econômica estão “presos” no crawling peg (desvalorização controlada) de 2% ao mês, estabelecido pelo Banco Central da República Argentina após a alta cambial de 118% em meados de dezembro de 2023.

Ao atrelar a evolução do dólar a um percentual abaixo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o banco com sede em Londres sublinhou que “a apreciação real do peso enfraquece o câmbio, já que como uma âncora inflacionária resulta em uma baixa acumulação de reservas”.

Sobre as dificuldades para acumular divisas em um contexto de safra agrícola, o estrategista-chefe do Barclays, Sebastián Vargas, expressou preocupação “acerca de uma liberalização cambial antecipada se as condições não forem adequadas”.

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“Vemos um processo onde a acumulação de reservas tem sido muito dependente do aumento da dívida com importadores. Os fluxos provenientes do comércio têm sido muito menores do que se esperava em dezembro. O BCRA deveria estar acumulando reservas, mas não acumulou o suficiente”, alertou em declarações ao programa televisivo ‘¿Qué hacemos con los pesos?’.

Dívida do tesouro e vencimentos: uma vulnerabilidade crítica

Em uma síntese das ideias apresentadas no relatório, Vargas também abordou um tema sensível: a acumulação da dívida do Tesouro em pesos e seu perfil de vencimentos. “Vemos isso como uma grande vulnerabilidade na hora de levantar o controle cambial”, acrescentou.

Ele completou: “Hoje, as taxas internacionais, os rendimentos dos títulos em dólares, estão em 22,5%. As taxas locais estão em níveis negativos. Isso só ocorre devido ao forte controle cambial. Se as restrições cambiais forem realmente liberalizadas, as duas taxas de juros tenderão a se igualar por arbitragem”.

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*Leia a matéria completa (em espanhol) em Perfil.com

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