Cresce o endividamento das famílias brasileiras

A alta foi impulsionada por linhas de crédito mais caras e sem garantias, como cartão de crédito e o crédito não consignado

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De acordo com especialistas, as dívidas tendem a crescer ainda mais (Créditos: Joe Raedle/Getty Images)

Um relatório elaborado pela equipe de Renda Fixa da XP, com base em dados do Banco Central apontou o crescimento do endividamento das famílias brasileiras em 21% no ano passado, em relação a 2020. A alta foi impulsionada por linhas de crédito mais caras e sem garantias.

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De acordo com o portal G1, o estudo aponta que nos dois tipos de crédito mais caros houve um crescimento superior à média. Os créditos mais caros são o cartão e crédito, com alta de 34% em relação ao ano anterior e o crédito não consignado, com aumento de 37%.

Em um dos trechos do relatório destacou-se que “Como estamos em um contexto de alta inflação, maior comprometimento de renda e elevado nível de endividamento, essas linhas, naturalmente mais propensas a não pagamento, podem começar a apresentar uma piora na inadimplência”.

Segundo a chefe de renda fica da pesquisa da XP, Camilla Dolle, o endividamento crescente é preocupante, uma vez que a atual taxa básica de juros básica da economia brasileira (Selic) não está completamente refletida nos contratos desses créditos. Dessa forma, quando isso ocorrer, as dívidas tendem a crescer ainda mais, o que pode ler a maior inadimplência.

“O problema desse crescimento é que crédito significa juros e isso gera um peso de juros que elas também têm de pagar com o passar do tempo e um ponto importante que é bom falar também. Apesar de a Selic a quase 11%, esses 11% ainda não estão totalmente refletidos nos custos das dívidas, porque isso demora cerca de 1 ano, entre o juro mudar para baixo ou para cima, e isso ser repassado nos custos de empréstimos”, apontou Camilla.

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