Viúvos SEM herança? Confira as alterações do Código Civil em detalhes

Quantidade de solteiros e viúvos endividados é a mesma do levantamento feito pela Serasa em 2022. Os divorciados superam os casados no número de dívidas.
Maioria dos devedores é solteira (44%), seguido de casados (42%), divorciados (12%) e, por fim, viúvos (2%) – Crédito: Freepik

Recentemente, uma proposta de reforma significativa foi apresentada ao Senado Brasileiro, visando atualizar as regulamentações no Código Civil que direcionam a sucessão de bens entre cônjuges. Neste sentido, este artigo explora as alterações sugeridas e avalia suas possíveis consequências para as famílias brasileiras.

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Quantidade de solteiros e viúvos endividados é a mesma do levantamento feito pela Serasa em 2022. Os divorciados superam os casados no número de dívidas.
Reprodução: Internet

O que muda com as novas propostas de herança?

No cenário atual estabelecido pelo Código Civil de 2002, cônjuges são considerados herdeiros mandatórios, assim como filhos e pais do falecido. Isso assegura que cônjuges recebam no mínimo a metade dos bens, denominada “herança legítima”, independente do regime matrimonial adotado. O novo anteprojeto, contudo, sugere uma perspectiva diferente, propondo que não se categorizem mais os cônjuges como herdeiros necessários.

Como fica a situação dos cônjuges após as mudanças?

Com a mudança, os cônjuges passariam a ter direitos de sucessão somente após descendentes e ascendentes. Além disso, um testamento poderia excluir completamente alguém da herança, agregando uma camada de autonomia sobre a distribuição dos bens que não existia anteriormente. Os especialistas têm discutido esse debate sobre flexibilidade como uma forma de modernizar as leis de herança, permitindo que se respeitem mais as últimas vontades do falecido.

Opiniões e Implicações

  • Opiniões Favoráveis: Juristas que apoiam a medida argumentam que ela reflete um avanço necessário e uma adaptação às decisões recentes do Supremo Tribunal Federal, que em 2017 igualou os direitos de herança entre cônjuges e companheiros de união estável.
  • Preocupações: Por outro lado, críticos temem que retirar o status de herdeiro necessário dos cônjuges possa vulnerabilizar o parceiro menos favorecido economicamente, especialmente em casamentos onde um dos cônjuges detém o controle majoritário dos bens.

Debates no Senado: entre a modernização e a proteção

As propostas apresentadas já iniciaram um caloroso debate no Senado Brasileiro. Por um lado, senadores pró-modernização defendem que as mudanças são uma adaptação necessária para a realidade contemporânea. Por outro lado, legisladores resistem à alteração, temendo injustiças para cônjuges dependentes financeiramente, gerando desfavorecimento em relação à divisão de bens.

Perspectivas Futuras

O cenário ainda é de incertezas quanto ao desfecho dessas mudanças no Código Civil. No entanto, as discussões apontam para uma transformação significativa no entendimento e na prática da sucessão de bens no Brasil. Resta-nos acompanhar os próximos capítulos dessa discussão e ver como tais mudanças poderão reconfigurar os direitos à herança e a proteção dos indivíduos dentro do matrimônio.

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É imperativo que a sociedade e os legisladores encontrem um balanço entre a autonomia individual e a proteção aos direitos dos cônjuges. Dessa forma, garantir que as leis de sucessão sejam justas e reflitam os valores sociais atuais.

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