espécie vulnerável

Lince Ibérico: um dos gatos mais raros do mundo não está mais em perigo

Regiões da Espanha e Portugal abrigam 14 agrupamentos estáveis onde os animais não apenas sobrevivem, mas se reproduzem com sucesso

O Lince Ibérico, considerado uma das espécies felinas mais raras do mundo, tem motivos para comemorações recentes.
Lince Ibérico, considerado uma das espécies felinas mais raras do mundo – Crédito: Canva

O Lince Ibérico, considerado uma das espécies felinas mais raras do mundo, tem motivos para comemorações recentes. Segundo um relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), este felino deixou de estar classificado como “em perigo” e passou a ser considerado “vulnerável”.

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Essa mudança de status vem após a população deste animal ter registrado um aumento impressionante nos últimos anos. Em 2001, havia apenas 62 indivíduos maduros, enquanto em 2022, a contagem revelou um salto para 648. A população total, incluindo jovens e adultos, agora é estimada em mais de 2.000 gatos.

Por que o Lince Ibérico não está mais em perigo?

Lar dos linces ibéricos, as regiões da Espanha e Portugal agora abrigam 14 agrupamentos estáveis onde os animais não apenas sobrevivem, mas se reproduzem com sucesso. Ignorando as fronteiras, 13 destes grupos estão situados na Espanha, enquanto um encontra-se em Portugal.

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Principais motivos da recuperação do Lince Ibérico

Uma mistura de esforços conservacionistas, especialmente focados na recuperação do coelho europeu, sua principal fonte de alimento, colaborou para este sucesso. Além disso, programas de reintrodução de linces criados em cativeiro e importante trabalho de restauração dos habitats naturais, como matagais e florestais, foram cruciais.

Como foi possível alcançar esta recuperação?

  • Programas de conservação da principal presa, o coelho europeu.
  • Reintrodução de centenas de linces ibéricos que estavam em cativeiro.
  • Restauração e conservação de habitats naturais.

Francisco Javier Salcedo Ortiz, coordenador líder das ações de conservação, mencionou este feito à BBC News como “a maior recuperação de uma espécie de felino já alcançada através da conservação”. Apesar do avanço, ele enfatiza que ainda existe “muito trabalho a fazer” para garantir que esses animais não só sobrevivam, mas continuem a prosperar.

Desafios futuros para a conservação do Lince Ibérico

Os avanços, embora significantes, não dispensam vigilância. A IUCN alerta sobre a possibilidade de retrocessos nessa trajetória de recuperação. Entre os perigos ainda presentes estão as doenças transmitidas por gatos domésticos e coelhos, além de riscos como caça ilegal e atropelamentos.

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Há uma pauta contínua para reintrodução dos linces em novos pontos no centro e norte da Espanha, com o território ocupado pela espécie saltando de 449 km² em 2005 para impressionantes 3.320 km² atualmente.

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