AQUECIMENTO GLOBAL

Mudanças climáticas trarão calor extremo para mais de 100 milhões nos EUA

Texas e Flórida deverão ser os estados mais afetados pelo aquecimento.

País enfrentará cinturão de calor com temperaturas acima de 51,6ºC (Créditos: David Becker/Getty Images)

As mudanças climáticas e o aumento global das temperaturas deverá afetar grande parte dos EUA com calor extremo nos próximos 30 anos, segundo nova pesquisa. Cientistas apontam que quantidade e intensidade dos dias mais quentes do ano aumentará cada vez mais.

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O estudo foi conduzido pela First Street Foundation. A fundação alerta para um ‘cinturão’ de calor com temperaturas acima do considerado ‘perigo extremo’ pelo Serviço Nacional de Meteorologia, ou seja, temperaturas maiores de  51,6ºC.

Esse ‘cinturão’ deve afetar, de acordo com a pesquisa, 107 milhões de pessoas em 2053. Acredita-se que esse fenômeno já está em formação nos EUA e se estende do Texas, ao Sul, até a região dos Grandes Lagos, no norte.

Outra preocupação dos pesquisadores para com as consequências das mudanças climáticas nos EUA, além do calor extremo, está na quantidade de dias mais quentes que cada ano terá. Segundo a análise da First Street, há atualmente 7 dias mais quentes em cada ano, mas em 2053 haverão 18 desses dias com recordes de temperatura.

Isso será a média nacional, mas para regiões mais ao Sul do país serão 30 dias anuais de recorde de temperatura. Ou seja, de acordo com a pesquisa, a semana mais quente do ano se tornará o mês mais quente em 30 anos.

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O condado de Miami-Dade, na Flórida, apesar de estar fora do cinturão de calor, verá a maior mudança nas temperaturas extremas. Os sete dias mais quentes do ano em 2023 (média de calor de 39,4ºC) ocorrerão no período de 34 dias em 2053.

Outros condados na Flórida e ao longo da Costa do Golfo dos EUA também devem experimentar mais de 30 dias a mais de calor extremo, acima de 37.7ºC até 2053, segundo o estudo.

Em todo o país, o número de municípios que devem atingir temperaturas de 52ºC pelo menos uma vez por ano aumentará mais de 20 vezes, de 50 para 1.023 em 2053, de acordo com a pesquisa.

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