Ucrânia acusa Rússia de descumprir cessar-fogo e adia retirada de civis

A retirada de pessoas em Mariupol e Volnovakha não começará neste sábado (5)

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Refugiados chegam à estação de trem de Zahony enquanto o fluxo de pessoas fugindo da Ucrânia continua em 05 de março de 2022 em Zahony, Hungria. (Crédito: Christopher Furlong/Getty Images)

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, órgão responsável pela evacuação de civis com o cessar-fogo da Rússia contra a Ucrânia, informou que a retirada de pessoas em Mariupol e Volnovakha não começará neste sábado (5) por causa do conflito. 

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A Ucrânia acusa a Rússia de descumprir o cessar-fogo e anunciou o adiamento da retirada de civis neste sábado. Nesta madrugada, o ministério da Defesa da Rússia anunciou o cessar-fogo nas cidades ucranianas de Mariupol e Volnovakha para permitir a fuga de civis.

Contudo, o Ministério russo alega que “forças russas foram atacadas depois de estabelecer os corredores humanitários” e acusou “nacionalistas ucranianos” de impedir a retirada de civis.

De acordo com o governo russo, a interrupção dos ataques e bombardeios teve início às 10h no horário de Moscou, e servirá para que civis fujam da Ucrânia com segurança. Até o momento, este é o primeiro cessar-fogo feito pelo exército da Rússia desde que as tropas do país começaram a invasão da Ucrânia no dia 24 de fevereiro.

Autoridades ucranianas afirmaram que os dois lados concordaram que os civis terão cinco horas para cruzarem os corredores humanitários enquanto os disparos estiverem interrompidos.

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Pavlo Kyrylenko, governador da região de Donetsk, no leste ucraniano, publicou em seu perfil no Twitter às 12h45, no horário local: “Evacuação da população pacífica de Mariupol adiada.”

“Devido ao fato de que os russos não observam o regime de silêncio e continuam bombardeando Mariupol e seus arredores, por razões de segurança, a evacuação da população foi adiada”, acrescentou o governador.