assassinato no paraná

Polícia conclui que não houve motivação política em morte do tesoureiro do PT

O bolsonarista Jorge Guaranho, que disparou contra o petista, será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe.

dois-em-cada-tres-brasileiros-temem-agressoes-por-motivacoes-politicas
Marcelo Arruda foi morto pelo bolsonarista Jorge José Guaranho (Crédito: Reprodução/Instagram)

A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta sexta-feira (15) que não houve motivação política no assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu. O petista Marcelo Arruda, de 50 anos, foi morto a tiros pelo bolsonarista Jorge Guaranho na própria festa de aniversário, que tinha como tema o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-presidente Lula. 

Publicidade

De acordo com a delegada Camila Cecconello, Guaranho foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e causar perigo comum. A delegada ainda afirmou que o bolsonarista atirou contra Marcelo por ter se sentindo ofendido, já que o tesoureiro do PT jogou um punhado de terra e pedra contra o carro dele, após provocação política.

Entretanto, a delegada afirma que a morte não foi provocada por motivo político, por ter entendido que os disparos tenham sido feitos após uma escalada na discussão.

“É difícil nós falarmos que é um crime de ódio, que ele matou pelo fato de a vítima ser petista”

A delegada avalia ainda que Guaranho não planejou o crime pois, embora tenha recebido a informação de que a festa tinha temática do PT e tenha ido até lá para provocar com música de Bolsonaro, cometeu o crime em um segundo momento. “Segundo os depoimentos, que é o que temos nos autos, ele voltou porque se sentiu ofendido com essa escalada da discussão, com esse acirramento da discussão entre os dois”, disse Camila.

Publicidade

“Para você enquadrar em crime político, tem que enquadrar em alguns requisitos. É complicado a gente dizer que esse homicídio ocorreu porque o autor queria impedir os direitos políticos da vítima. Parece mais uma coisa que se tornou pessoal”, acrescentou a delegada.