Anvisa autoriza uso emergencial de novo medicamento contra Covid-19

Esse foi o sétimo medicamento aprovado pela Anvisa e o primeiro com indicação profilática liberado no Brasil

Anvisa autoriza uso emergencial de novo medicamento contra Covid-19
A aprovação para ser usado de forma emergencial do medicamento prevê a indicação para profilaxia antes de uma exposição à Covid-19 (Créditos: Matthew Horwood/Getty Images)

Foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quinta-feira (24), o uso emergencial de outro medicamento contra a Covid-19. O Evusheld®️ (cilgavimabe + tixagevimabe) esse foi o sétimo aprovado pela agência e o primeiro com indicação profilática autorizado no Brasil. Mas a Anvisa continua reforçando que esse medicamento não vai substituir a vacina.

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De acordo com o G1, a Anvisa considerou em sua avaliação, que as pessoas imunocomprometidas tem maior possibilidade de ter uma resposta imunológica inferior à vacinação contra a Covid-19. Elas também são as mais vulneráveis a a desenvolverem uma infecção de forma grave.

O cilgavimabe + tixagevimabe teve aprovação para ser utilizado de imediato pela Agência de Alimento e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla Inglês), assim como autoridades reguladoras da França, Israel, Itália, Barein, Egito e Emirados Árabes Unidos. No momento, esse medicamento ainda não foi aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês). A AstraZeneca fez o pedido ao Brasil para ser utilizado de forma emergencial, no dia 17 de dezembro do ano passado.

Indicação

A aprovação para ser usado de forma emergencial do medicamento prevê a indicação para profilaxia antes de uma exposição à Covid-19. Pessoas adultas e crianças (com 12 anos de idade ou mais, pesando menos de 40 kg).

Pessoas que não tenha tido contato com indivíduo infectado pelo vírus e possuam comprometimento imunológico moderado a grave devido a uma condição médica e/ou ao recebimento de medicamentos ou tratamentos imunossupressores e que possam não apresentar uma resposta imunológica adequada à vacinação contra a Covid-19.

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Indivíduos que não possam tomar a vacina contra a Covid-19, devido a histórico de reação grave (reação alérgica grave) ou alguma alergia a algum componente da vacina. O novo medicamento autorizado não é substituído pela vacina contra a Covid-19.

Ele não foi autorizado para tratar da Covid-19 profilaxia pós-exposição em indivíduos que foram expostos a alguém infectado. Quem tomou a vacina terá que esperar duas semanas após a imunização para utilizar o medicamento.

“Pessoas para os quais a vacinação é indicada devem receber a vacinação contra Covid-19. Isso inclui as pessoas com comprometimento imunológico moderado a grave, mas que podem se beneficiar da vacinação contra a Covid-19, segundo avaliação profissional”, alerta a Anvisa.

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