Anvisa deve aprovar nos próximos dias o uso de autoteste de Covid

Atualmente, a testagem no Brasil está centrada em clínicas, farmácias e serviços públicos

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Um profissional de saúde processa um teste de swab COVID-19 em um centro de testes no bairro da Pavuna em 18 de janeiro de 2022 no Rio de Janeiro, Brasil. Com mais de 74 mil casos notificados na segunda-feira, o Brasil se aproxima dos números do pior momento da pandemia em junho passado. O país sul-americano é o terceiro em número de infecções, atrás dos EUA e da Índia. (Foto de Wagner Meier/Getty Images)

O corpo diretivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve aprovar ainda nesta semana o uso do autoteste de Covid-19 no Brasil. Utilizado há meses em outros países, os autotestes são proibidos no país por causa de uma resolução da Anvisa de 2015.

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O Ministério da Saúde pediu na última quinta-feira (13) para a agência liberar o exame que pode ser feito em casa. Pela regra, a pasta precisa elaborar uma política pública para liberar a entrega dos exames ao público leigo. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já sinalizou que os produtos não devem ser adquiridos pelo governo federal.

Na proposta, o ministério orienta que pacientes que detectaram a infecção pelo autoteste procurem atendimento em unidade de saúde ou teleatendimento para confirmar o diagnóstico e receber orientações.

Atualmente, a testagem no Brasil está centrada em clínicas, farmácias e serviços públicos, que não estão conseguindo atender a demanda diante da circulação da alta transmissibilidade da variante ômicron.

Queiroga disse que o autoteste pode ajudar as unidades de saúde, mas afirmou que a compra do produto para o SUS pode não ter o efeito esperado. “O Brasil é um país muito heterogêneo, de muitos contrastes. A alocação deste recurso para aquisição de autoteste, distribuir para a população em geral, pode não ter resultado da política pública que nós esperamos”, disse o ministro no último dia 14.

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