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”Se houve sabotagem, não foi da parte do ministério”, afirma Queiroga sobre ataque hacker

O ministro afirmou ainda que a vacinação de crianças “não é uma questão coletiva”

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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, observa durante anúncio compra maciça de medicamentos para tratar pacientes com Covid no Palácio do Governo do Planalto em 11 de maio de 2021 em Brasília, Brasil. O Ministério da Saúde do Brasil anunciou a aquisição de 4,5 milhões de doses de medicamentos para intubação para tratar a COVID-19 depois que trabalhadores relataram escassez de medicamentos críticos. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro está passando por uma investigação realizada pelo Congresso sobre má gestão da pandemia. O Brasil enfrenta um surto de vírus que inunda a UTI e já matou quase 424 mil pessoas. (Foto por Andressa Anholete/Getty Images)

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, visitou o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) nesta sexta-feira (14).

Durante o evento, Queiroga foi questionado sobre o ataque hacker que culminou no apagão de dados de diversas plataformas da pasta, como e-SUS Notifica, SI-PNI e ConecteSUS. Os jornalistas que estavam no local também perguntaram sobre os parlamentares que pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação sobre uma possível sabotagem por parte do ministério.

Em defesa da pasta, Queiroga disse que “se houve sabotagem, deve ter sido… não foi por parte do ministério, tá? É de parte de criminosos. Tudo isso tá sendo apurado pela polícia federal. Onde falta transparência não é no nosso governo”.

Queiroga também aplicou a terceira dose em Raphael Câmara, secretário nacional de atenção primária do ministério da saúde.

Queiroga, que havia dito que o “sucesso” da campanha de vacinação se deve ao “pressuposto da liberdade”, teve o seguinte diálogo com Câmara:

– Você me obrigou a estar aqui, ministro?

– Não, nem eu nem ninguém né?

Sobre a vacinação de crianças, Queiroga não estimulou diretamente a aplicação do imunizante pediátrico.

“Todos pais que desejarem vacinar seus filhos terá vacina suficiente. Garantia que o Ministério da Saúde dá a cada pai e a cada mãe”.

O ministro afirmou ainda que a vacinação de crianças de 5 a 11 anos “não é uma questão coletiva”.  “Essa é uma questão que não é coletiva, é uma questão que os pais tem que tomar a decisão. Até porque a própria indústria farmacêutica não se responsabiliza por efeitos adversos e foi necessária a aprovação de uma legislação específica. Mas até o presente momento, as agências sanitárias, de uma maneira geral, tem atestado a segurança da vacinação”, disse Queiroga.

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