Cidade que teve vacinação em massa não tem nenhum paciente em UTI

Com duas doses do imunizante, o município chega a 90,95% da população imunizada, sendo o com maior cobertura vacinal do estado de São Paulo, entre os municípios com mais de 100 mil habitantes

A cidade de Botucatu (SP), que recebeu vacinação em massa contra a covid-19 em maio e agosto do ano passado, não tem nenhum dos seus moradores internado em unidade de terapia intensiva (UTI) nos hospitais do município. Apesar de os pacientes não estarem desenvolvendo a doença de forma grave, a cidade encerrou a última semana com 1.919 casos confirmados de covid-19, um recorde desde o início da pandemia. 

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No último pico de casos no município, ocorrido no dia 12 de junho de 2021, a cidade registrou 988 casos semanais. Neste período, a Botucatu chegou a ter 38 pacientes em leitos de UTI. De acordo com a prefeitura, a queda nas internações em UTI é resultado da grande cobertura vacinal no município. Ontem (18), a cidade registrou 100 mil pessoas vacinadas com a dose de reforço. O número equivale a cerca de 70% de toda a população.

Com duas doses do imunizante, o município chega a 90,95% da população imunizada, sendo o com maior cobertura vacinal do estado de São Paulo, entre os municípios com mais de 100 mil habitantes.

“Embora o grande número de casos, devido à característica da nova variante Ômicron, não vemos esse aumento refletido nas internações e nas mortes. Isso demonstra a eficiência da vacina e a importância de cada botucatuense que ainda não se imunizou procurar o quanto antes um posto de saúde. Iniciamos nesta semana a vacinação das crianças de 5 a 11 anos de idade e queremos o quanto antes proteger todas elas”, destacou o secretário Municipal de Saúde, André Spadaro.

A vacinação em massa no município é parte de um projeto de verificação de efetividade do imunizante AstraZeneca que está sendo conduzido pelo Ministério da Saúde e a prefeitura de Botucatu, junto com a Universidade de Oxford, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), o laboratório AstraZeneca, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Bill e Melinda Gates.

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(Agência Brasil)