Queiroga diz que dois casos da variante deltacron foram identificados no Brasil

A nova cepa foi detectada por pesquisadores da França, uma combinação das variantes delta e ômicron

Queiroga diz que dois casos da variante deltacron foram identificados no Brasil
De acordo com o ministro, esses pacientes com a nova cepa, estão sendo monitorados (Créditos: Andressa Anholete/Getty Images)

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, disse que dois casos da variante deltacron do coronavírus foram identificados no Brasil, um no Amapá e outro no Pará, informação foi comentada nesta terça-feira (15). A nova cepa, foi detectada por pesquisadores da França, uma combinação das variantes delta e ômicron. Os pesquisadores, não acreditam que isso seja um motivo de preocupação.

Publicidade

De acordo com o ministro, esses pacientes com a nova cepa, estão sendo monitorados. “Essa variante é de importância, que requer monitoramento”, disse ele a jornalistas. “As medidas são as mesmas, e se tivesse que indicar uma medida, é a aplicação da dose de reforço”.

Até o dia de ontem, 69.986.125 pessoas já tomaram a dose de reforço da vacina contra a Covid-19, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa. Isso corresponde a 32,58% da população com mais de 18 anos.

Imunidade

Vendo por outro ângulo, a perspectiva de uma combinação de duas versões mais potentes da Covid-19 até agora pode parecer assustador, principalmente porque a delta era mais grave do que as outras e a ômicron, altamente infecciosa. Porém, os cientistas enfatizam que agora há imunidade substancial na população humana contra as variantes, então não tem o porque de pensar que isso seria um risco maior.

Até porque, o caso que foi identificado na França, na cidade de Soisson, foi detectado em janeiro. O que significa que já teria decolado se tivesse alguma vantagem da maneira que a ômicron fez em novembro e dezembro.

Publicidade

Análise genética da deltacron

De acordo com informações do UOL, a análise de código genético da “deltacron”, sua “espinha dorsal” é derivada da variante delta, enquanto seu pico, a parte do vírus que se liga às células humanas, é da ômicron.

Os vírus combinados surgem quando uma pessoa é infectada com as duas variantes ao mesmo tempo, e a combinação acontece quando as células se replicam juntas. Autoridades de saúde, do Reino Unido dizem que a variante não está ligada ao aumento de casos e internações nos hospitais do país.

A líder técnica da OMS (Organização Mundial da Saúde), Maria van Kerkhove, na semana passada disse que os recombinantes eram “esperados, especialmente com intensa circulação de ômicron e delta”, e que sua equipe estava “rastreando e discutindo” a variante.

Publicidade

Cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, publicou nas redes sociais: “Sabemos que eventos recombinantes podem ocorrer, em humanos ou animais, com múltiplas variantes circulantes de SARS CoV 2. Precisamos esperar pelos experimentos para determinar as propriedades desse vírus. Importância do sequenciamento, análise e compartilhamento rápido de dados ao lidarmos com essa pandemia”.

“15Mar | O Ministério da Saúde do Brasil
@minsaude confirmaram os primeiros contágios da variante deltacron do COVID_19 , a combinação de cepas delta e omicron. Ambos os casos são detectados na fronteira com o Suriname e a Guiana Francesa.”