saiba como desativar configuração

Instagram e Facebook usam vídeos dos usuários para treinar inteligência artificial

Essa prática visa aprimorar as capacidades de aprendizado de máquina e gerar novas funcionalidades para os usuários

O projeto impede o desenvolvimento, implementação e uso de inteligência artificial em atividades consideradas de “risco excessivo”
O projeto impede o desenvolvimento, implementação e uso de inteligência artificial em atividades consideradas de “risco excessivo” – Crédito: Canva Fotos

Recentemente, a Meta veio a público na União Europeia e no Reino Unido anunciar modificações em sua política de privacidade. Agora, ela permite o uso de dados pessoais dos usuários para treinar sua inteligência artificial. Essa decisão gerou um grande desconforto entre os usuários e chamou a atenção de reguladores pelo mundo todo, incluindo no Brasil, onde a empresa ainda mantém tais termos.

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A preocupação não é infundada. A utilização desses dados levanta questões sérias sobre privacidade e a transparência na maneira como as informações pessoais são usadas. Os usuários, muitas vezes sem conhecimento claro deste fato, estão contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que podem, em última análise, impactar suas próprias vidas digitais e privacidade.

Qual a extensão do uso de dados pela Meta?

A Meta afirma que coleta dados públicos e licenciados, além de informações compartilhadas em seus produtos e serviços. Para a empresa, este é um processo essencial para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial mais eficientes. Segundo comunicados, essa prática visa aprimorar as capacidades de aprendizado de máquina e gerar novas funcionalidades para os usuários.

Diante dessas mudanças, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) alertou várias autoridades, incluindo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Desse modo, o Idec alega que a Meta não foi transparente e que a prática poderia violar direitos fundamentais dos usuários garantidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como os usuários podem proteger seus dados?

Conhecer os termos de uso e políticas de privacidade dos serviços online é o primeiro passo para proteger seus dados. Os usuários têm o direito de exigir transparência e podem solicitar que a coleta de dados seja interrompida através das configurações de privacidade. Além disso, é possível entrar em contato com os órgãos de defesa do consumidor e proteção de dados caso se sintam lesados.

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  • Verifique frequentemente as configurações de privacidade das plataformas sociais.
  • Esteja ciente de quais informações você está compartilhando online.
  • Exerça seus direitos de questionar e revogar o consentimento sempre que necessário.

A princípio, a situação ainda está em aberto e as repercussões desse caso podem influenciar diretamente na maneira como as empresas tecnológicas farão uso dos dados. A decisão da Meta, bem como a reação dos reguladores e dos usuários, delineará o uso de dados em escala global.

*texto sob supervisão de Tomaz Belluomini

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