Combustível em alta

Governo avalia ampliar subsídio ao diesel após reajuste da Petrobras

Em 12 meses, o combustível acumula alta de 52,53%, conforme o IPCA-15, e este é o primeiro aumento da gestão de José Mauro Coelho.

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Especialistas apontam que o novo reajuste do diesel pressionará ainda mais a inflação e que recai principalmente sobre os transportes (Créditos: Buda Mendes/Getty Images)

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (9) um reajuste de 8,87% do diesel nas refinarias, após quase dois meses sem mexer em seu preço. O núcleo político do governo e aliados no Congresso avaliam a concessão de um subsídio ao diesel.

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Em 12 meses, o combustível acumula alta de 52,53%, conforme o IPCA-15, e este é o primeiro aumento da gestão de José Mauro Coelho, que assumiu a estatal recentemente. A medida de um subsídio para o diesel se somaria à discussão entre os ministérios de uma proposta para amenizar também o impacto dos reajustes das tarifas de energia autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo o portal InfoMoney, já tramitam no Congresso, em caráter de urgência, projetos para suspender novas altas nos preços. Especialistas apontam que o novo reajuste do diesel pressionará ainda mais a inflação e que recai principalmente sobre os transportes.

Para conceder o subsídio, seria necessário que o governo e Congresso fizessem mudanças no teto de gastos. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco se reunirá com Paulo Guedes, ministro da Economia para tratar sobre o tema. Em relatório, a corretora Ativa Investimentos aponta que o um reajuste da gasolina deve acontecer em breve. “Acreditamos ainda haver um potencial para a companhia reajustar a gasolina, o que pode ter sido evitado num primeiro momento, mas deve acontecer durante os próximos dias/semanas”.

 

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