Bolsonaro indica ministro do TCU Raimundo Carreiro para embaixada de Portugal

A expectativa é de que a sabatina de Carreiro seja feita ainda nesta quinta-feira (25)

Bolsonaro indica ministro do TCU Raimundo Carreiro para embaixada de Portugal
A indicação do magistrado para a embaixada faz parte de uma estratégia do Palácio do Planalto para tentar aumentar a influência no TCU (Créditos: Andressa Anholete/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) encaminhou ao Senado, na última sexta-feira (19), sua indicação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carreiro para ser embaixador do Brasil em Lisboa. O envio foi anunciado nesta segunda-feira (22) do Diário Oficial da União.

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A expectativa é de que a sabatina de Carreira seja feita ainda nesta quinta-feira (25), na comissão de Relações Exteriores do Senado, juntamente com a indicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro para outras embaixadas. A indicação será analisada pelo plenário da Casa, logo após apreciação no colegiado.

A indicação do magistrado para a embaixada faz parte de uma estratégia do Palácio do Planalto para tentar aumentar a influência no TCU. Com a saída do ministro, o governo terá liberdade de interferir na escolha do substituto dele no tribunal. O Senado fará a indicação de Carreiro. 

Raimundo Carreiro pela lei, só teria que se aposentar obrigatoriamente em 2023, quando estaria com 75 anos. Sua vaga agora fica em aberto no TCU, e o presidente está buscando um novo aliado para assumir seu cargo.

Jair Bolsonaro definiu que um dos nomes para vaga de Carreiro é o do Senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo no Senado.

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Outro nome que satisfaz o Palácio do Planalto é do Senador Marcos Rogério (DEM-RO), defensor na CPI da Covid.

Há outros senadores no páreo. O presidente do Senado tem sua preferência, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para a vaga no TCU é o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). Surgiu também o nome da senadora Kátia Abreu (PP0-TO) como uma candidatura independente.

Carreiro é relator do TCU dos processos que estão voltados à Presidência da República e aos ministros palacianos. O cenário do TCU começa a preocupar Bolsonaro, se Pacheco vencer o Palácio do Planalto.

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