Dra. Natália Pasternak explica riscos da variante Ômicron

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(Créditos: NIAID)

Durante a entrevista exclusiva ao Grupo perfil Brasil, a microbiologista Natália Pasternak afirma que não adianta pensar apenas em um país e fechar fronteiras: é preciso um pacto global para evitar novas variantes e mais mortes pela proliferação do vírus.

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Natalia Pasternak, microbiologista
Dra. Natalia Pasternak fala dos avanços no combate à variante Ômicron

“O que podemos saber sobre essa variante, a Omicron?” Com a resposta a esta pergunta começamos a entender o que significa essa versão do coronavírus, que surgiu em Botsuana, na África, quando muitos pensavam que o momento era de calmaria em relação à letalidade da doença.

“Sabe-se que tem grande número de mutações, especialmente na proteína “S”, que faz o vírus entrar pelas células. Consegue escapar do nosso sistema imune.”

Natália Pasternak, microbiologista.

De acordo com a microbiologista, nesta fase do combate à Covid “Não voltamos à estaca zero, mas essa capacidade da Ômicron é preocupante. Pode se tornar a cepa dominante”, sentencia.

A doutora explica que ainda estamos em uma fase de descobertas em relação a esta nova cepa. e que parece ser mais transmissível do que a delta. “Ela causa doença mais ou menos grave? Não sabemos. Há indícios que parece que causa doenças menos graves, mas é cedo para afirmar isso”,

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“O surgimento dela na África leva à necessidade de ampliar a vacinação”

A Dra. lembra que há países que não conseguem dar a primeira dose de vacina por falta de recursos, “Alguns locais na África nem conseguiram dar a vacina em profissionais da saúde. Enquanto a gente não conseguir um sistema vacinal para países mais pobres, a pandemia não acaba. São necessárias estratégias globais de assistência vacinal aos países mais pobres”, afirma.

Confira a entrevista completa!

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