Fundador do Telegram pede desculpas por negligência após ordem de suspensão do STF

Durov alegou que problemas no e-mail da plataforma impediram o Telegram de receber as intimações judiciais

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Pavel Durov, CEO e cofundador do Telegram fala no palco durante o primeiro dia do TechCrunch Disrupt SF 2015 no Pier 70 em 21 de setembro de 2015 em San Francisco, Califórnia. (Crédito: Steve Jennings/Getty Images)

O fundador do Telegram, Pavel Durov, disse nesta sexta-feira (18) que um problema com e-mails impediu o aplicativo de receber intimações judiciais. A plataforma é alvo de uma ordem de bloqueio publicada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“Parece que tivemos um problema com e-mails entre nossos endereços corporativos do telegram.org e o Supremo Tribunal Federal. Como resultado dessa falha de comunicação, o Tribunal decidiu proibir o Telegram por não responder”, escreveu Durov.

“Em nome de nossa equipe, peço desculpas ao Supremo Tribunal Federal por nossa negligência. Definitivamente, poderíamos ter feito um trabalho melhor”, continuou.

Segundo Durov, o Telegram respondeu à Justiça brasileira com sugestões de enviar futuras solicitações para um e-mail dedicado a isso. “Infelizmente, nossa resposta deve ter sido perdida, porque o Tribunal usou o antigo endereço de e-mail de uso geral em outras tentativas de entrar em contato conosco”, publicou.

“Como resultado, perdemos sua decisão no início de março que continha uma solicitação de remoção de acompanhamento. Felizmente, já o encontramos e processamos, entregando hoje outro relatório ao Tribunal”.

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Em sua mensagem, Durov disse que milhões de brasileiros usam o Telegram para conversar com familiares e amigos, e pediu para o Supremo adiar a decisão por alguns dias. Ele afirmou que um novo prazo permitirá à plataforma nomear um representante no Brasil e estabelecer uma estrutura para lidar com futuros casos urgentes.

Durov também disse que as últimas três semanas foram inéditas para o mundo e para o Telegram. Ele afirmou que a equipe de moderação de conteúdo foi “inundada com solicitações de várias partes”.

Estou certo de que, uma vez estabelecido um canal de comunicação confiável, poderemos processar com eficiência as solicitações de remoção de canais públicos que são ilegais no Brasil”, afirmou.

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