Morto a tiros

Justiça decreta prisão preventiva de apoiador de Bolsonaro que matou petista em Foz do Iguaçu

O crime ocorreu na madrugada deste domingo (10), quando Marcelo Aloizio de Arruda comemorava seu aniversário

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Momento em que ocorreu a troca de disparos (Créditos: Reprodução/ Redes Sociais)

A Justiça decretou nesta segunda-feira (11) a prisão preventiva de apoiador de Bolsonaro, suspeito de assassinar um petista em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O anúncio foi feito em coletiva do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

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O crime ocorreu na madrugada deste domingo (10), quando Marcelo Aloizio de Arruda comemorava seu aniversário. A temática da festa era em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Marcelo foi morto a tiros pelo policial federal Jorge Guaranho. Imagens mostram o momento que o apoiador do presidente Jair Bolsonaro invade a festa e discute com Marcelo Arruda, antes de matá-lo a tiros. Segundo o promotor de Justiça Tiago Lisboa Mendonça, a partir de agora, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) fará parte da equipe de investigações.

“Vários pontos precisam ser esclarecidos. Qual razão ele esteve no local? Foi apurado de que ele era membro de uma associação da região. Em razão de que ele poderia estar ai fazendo rondas externas que eram feitas, mas é necessário apurar se dentro dessa ronda, ia até aquele ponto específico. […] Outro motivo é se havia alguma indicação de que ali ocorria festa temática, música e afins. […] Para a apuração talvez façamos a reprodução simulada dos fatos. […] Quanto antes esclarecer os fatos, por qual razão esse crime bárbaro foi cometido e punir o responsável ou responsáveis”, afirmou Mendonça,

Em relação ao decreto de prisão preventiva de Jorge, ele afirmou que “Embora ele se encontre internado, pelo que levantamos ontem, […] o estado de saúde dele é grave, mas não sei hoje. […] mesmo na atual condição dele, ele teve a prisão decretada, e está em escolta da polícia militar e tão logo se reestabeleça, será ouvido. Uma audiência de custódia será realizada assim que ele estiver em condições e será ouvido no próprio processo penal”.

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