Uber Eats deixará de fazer entregas de restaurantes a partir de março

O aplicativo disse ainda que planeja investir no Uber Direct, uma opção que permite mais rapidez nas entregas

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Os entregadores do Uber Eats andam de bicicleta pela área de entretenimento de Kabukicho em 11 de abril de 2020 em Tóquio, Japão. (Crédito: Tomohiro Ohsumi/Getty Images)

O Uber Eats, famoso aplicativo de delivery, não irá mais realizar entregas de restaurantes a partir do dia 8 de março. Em anúncio realizado nesta quinta-feira (6), a empresa disse que continuará funcionando, mas somente para itens de supermercados e outras lojas.

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O anúncio ocorreu um dia depois do presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionar projeto de lei que obriga aplicativos a contratar para seus entregadores um seguro para acidentes durante o trabalho.

“A partir de agora, a empresa vai trabalhar em duas frentes: com a Cornershop by Uber, para serviços de intermediação de entrega de compras de supermercados, atacadistas e lojas especializadas; e de entrega de pacotes pelo Uber Flash”, afirmou a empresa no comunicado.

Usuários com créditos no aplicativo podem gastá-los em entregas de restaurantes até o dia 7 de março. Depois disso, podem utilizar o valor nos outros serviços oferecidos pela empresa.

O mercado de deliverys no Brasil é dominado pelo iFood, com mais de 70% de participação. Em março, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) proibiu o IFood de firmar novos contratos de exclusividade com restaurantes após uma reclamação conjunta do Uber Eats e do Rappi.

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Não é a primeira vez que aplicativos de entrega e transporte decidem parar de operar no Brasil. Em 2019, o aplicativo Glovo encerrou as atividades no país após um ano de funcionamento, alegando dificuldades por causa da alta competitividade.

Acesse na íntegra o anúncio do Uber Eats clicando aqui.

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