Visitantes do Parque Ibirapuera criticam preços abusivos

Entretanto, algumas melhorias são elogiadas pelos frequentadores do parque na Zona Sul de São Paulo

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Parque Ibirapuera, São Paulo (Créditos: Alexandre Schneider/Getty Images)

Visitantes do Parque Ibirapuera criticaram os preços no local após ele ser concedido à iniciativa privada. Entretanto, algumas melhorias são elogiadas pelos frequentadores do parque na Zona Sul de São Paulo.

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O aumento da segurança, a iluminação à noite, a limpeza de banheiros e a distribuição de mais lixeiras são fatores elogiados pelo público. Por outro lado, a cobrança de um valor único de R$ 13 para o estacionamento no local (aos finais de semana) e os altos preços de quiosques de comidas e bebidas são alvo de críticas.

Os frequentadores do parque, dizem que o acesso está menos democrático e mais elitista, de acordo com o portal G1. As opções de alimentação são diversas, mas a maioria é composta por marcas caras. Um sorvete, por exemplo, pode custar de R$ 12 a R$ 30 em alguns pontos de venda do parque.

A gestão do Parque Ibirapuera foi assumida pela Urbia em outubro de 2020. A empresa possui o direito de explorar comercialmente o local por 35 anos, em setores como estacionamento, restaurantes e aluguel de bicicletas. Além disso, painéis de led no parque exibem propagandas.

“Mudou muito. Achei que está melhor. Antes não tinha sinalização na ciclovia, e à noite ficava tudo escuro. O ponto negativo é a alimentação muito cara. A gente trouxe o lanche de casa, porque água de coco a R$ 9 não dá”, disse Vivian dos Santos, que é de Belém, Pará, e visita o local após alguns anos sem vir a São Paulo.

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Vendedores ambulantes alegam que antes, a cooperativa definia o preço dos produtos e que agora, a decisão é feita pela gestão do parque. Além disso, após a concessão, são vendidas apenas bebidas da Ambev. A Ubia nega que interfira no valor de produtos cobrados ambulantes.  “Os preços de vendas são estabelecidos pelas duas cooperativas, em votação entre os próprios vendedores, e sempre foi tabelado, antes mesmo da concessão. Nada foi imposto pela Urbia. Sobre o reajuste, o aumento ocorreu devido à sazonalidade da fruta, pressão inflacionária e custos operacionais internos do produto, principalmente ligados à adequada gestão dos resíduos”, disse a empresa em nota.

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