Carros

Este é o Pagani Codalunga

É a mais recente criação do designer argentino que homenageia os modelos de Le Mans da década de 1960. Serão produzidas apenas cinco unidades e seu preço gira em torno de 7,5 milhões de dólares.

Este é o Pagani Codalunga
O Pagani Codalunga é uma releitura de outro clássico do artesão (Crédito: Dan Kitwood/Getty Images)

Onze anos se passaram desde o lançamento do Huayra, modelo que Horacio Pagani, além de lhe dar grande satisfação, lhe permitiu lançar várias versões especiais: cada uma delas mais espetacular que a anterior, como é o caso do Codalunga.

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É uma nova variante muito exclusiva do supercarro em que o designer da cidade de Casilda (província de Santa Fé, Argentina) trabalhou por mais de quatro anos em estreita colaboração com os clientes.

Tanto que seu desenvolvimento foi impulsionado por dois colecionadores que pediram à Pagani um carro de homenagem à “codalunga” que foi usada em Le Mans entre 1960 e 1970. Naquela época era muito comum alongar as carrocerias dos carros de corrida no traseira para ganhar velocidade.

“Decidimos usar o estilo de linhas simples do cupê Huayra como ponto de partida. O Codalunga é mais comprido, mais suave, como se o vento tivesse cuidado de modelar linhas ainda mais elegantes que as do cupê”, disse o próprio Horacio Pagani durante a apresentação na Itália.

Desta forma, Pagani esticou o corpo na parte traseira: a saliência traseira é 36 centímetros mais longa e o comprimento total do Huayra Codalunga é quase cinco metros. Mas, apesar de aumentar seu tamanho, esta variante é 70 quilos mais leve que o Huayra convencional (1.280 kg).

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No interior das portas existe ainda um “componente Le Mans” com tonalidades que remetem para aquelas unidades do passado. Tão luxuoso quanto os outros Huayras, o Codalunga oferece couro de camurça desgastado e fibra de carbono sem pintura, além de peças de alumínio artesanais.

Sob o capô, Pagani também foi forçado a ir um pouco mais longe. Tem o conhecido V12 naturalmente aspirado com cilindrada de 6,0 litros (de origem Mercedes-AMG) e 1.100 Nm de torque, mas neste modelo a potência foi aumentada para 840 cavalos, ou seja, 90 cv a mais que o motor original .

Cabe destacar que o novo Pagani Huayra Codalunga possui transmissão automática sequencial de sete marchas (montada transversalmente) e possui freios com discos de cerâmica e carbono autoventilados. Além disso, foi equipado com um escapamento de titânio de quatro tubos para economizar peso: pesa apenas 4,4 quilos.

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São apenas cinco unidades que compõem esta série exclusiva que tem um valor de 7,5 milhões de dólares.

*Texto publicado originalmente no site Parabrisas, da Editora Perfil Argentina.

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