Assembleia Geral da ONU condena invasão russa na Ucrânia

dos 193 estados-membros, 141 votaram a favor, entre eles, o Brasil

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Os resultados da votação da Assembleia Geral são mostrados em uma tela durante uma sessão especial da Assembleia Geral na sede das Nações Unidas em 02 de março de 2022 na cidade de Nova York. (Crédito: Michael M. Santiago/Getty Images)

A Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, condenou nesta quarta-feira (2) a invasão russa na Ucrânia e pediu para Vladmir Putin parar imediatamente com os ataques.

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Os votos que exigem o fim da guerra em solo ucraniano tiveram ampla maioria: dos 193 estados-membros, 141 votaram a favor, entre eles, o Brasil. Apenas cinco votaram contra, sendo eles: Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Rússia e Síria. Outros 35 se abstiveram, como a China.

O texto diz que os países favoráveis à medida deploram “nos mais fortes termos a agressão da Rússia contra a Ucrânia”. Ao contrário de resoluções do Conselho de Segurança da ONU, porém, esta tem mais importância política do que em termos de ações práticas, já que não é juridicamente vinculativa.

A reunião de emergência convocada pela Assembleia Geral das Nações Unidas é apenas a 11ª em mais de 70 anos de existência da entidade, fundada em 24 de outubro de 1945. A resolução expressou “grande preocupação com relatos de ataques a instalações civis, como residências, escolas e hospitais, e de vítimas civis, incluindo mulheres, idosos, pessoas com deficiências e crianças”. O texto também demanda que “a Federação Russa interrompa imediatamente o uso de força contra a Ucrânia e se abstenha de outra ameaça ilegal ou uso de força contra qualquer estado-membro da ONU”.

Rússia não deve acatar pedido

Apesar da resolução que condena suas ações, a Rússia deixou claro que não deve mudar o curso militar na Ucrânia: “Este documento não nos permite parar as atividades militares“, disse o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, que afirmou que a aprovação poderia encorajar “forças radicais” e “nacionalistas” em Kiev.

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Antes da votação, Kiev havia pregado a união de todos os países contra as agressões à Ucrânia: “Estamos vivendo um momento decisivo para nossa geração”, declarou o embaixador ucraniano na ONU, Sergiy Kyslytsya. Segundo ele, a Rússia não invadiu o território ucraniano apenas para cumprir objetivos de política externa ou “matar alguns de nós”, mas sim “para privar a Ucrânia do próprio direito de existir”.

O secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, apelou em seu twitter para que a Rússia volte a diplomacia e ao diálogo. ”A Assembleia Geral das Nações Unidas falou e a mensagem é alta e clara: Acabe com as hostilidades na Ucrânia – agora. Silencie as armas – agora. Abra a porta para o diálogo e a diplomacia – agora.”