Israel e Alemanha pedem mais esforços por paz na Ucrânia

Olaf reiterou que a Alemanha e os países da Otan não planejam intervir militarmente no conflito

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A agenda de Scholz a visita a Israel também inclui um encontro com o ministro do Exterior de Israel, Yair Lapid, e uma visita ao Parlamento israelense, a Knesset. (Crédito: Bundesregierung/Guido Bergamnn)

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, visitou Israel nesta quarta-feira (2) em meio à invasão russa da Ucrânia. A visita de Scholz já estava agendada antes do início dos conflitos.

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Durante visita ao memorial do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, Scholz e o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, ressaltaram os esforços para garantir a continuação das negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia.

Bennett assegurou que é dever de Israel “fazer tudo o que pudermos para acabar com o derramamento de sangue”. O primeiro-ministro israelense também disse que “não é tarde demais” para o fim do conflito.

Scholz reiterou que a oportunidade de visitar Israel é particularmente importante para ele. “Apesar da situação atual do mundo, decidi fazer esta visita agora e foi a coisa certa a fazer”, disse o chanceler.

Olaf também disse que  as notícias que chegam da Ucrânia neste momento são terríveis. Estamos seriamente preocupados com a forma como esse conflito vai se desenvolver, e é por isso que precisamos fazer todo o possível para tentar mudar essa situação”, ressaltou.

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O chanceler alemão voltou a apelar para que a Rússia cesse imediatamente todas as agressões. “Os ataques à infraestrutura civil e aos civis devem parar”, enfatizou Olaf. O alemão se mostrou otimista com a continuidade das conversas e reiterou que nem a Alemanha nem os países da Otan planejam intervir militarmente no conflito, embora tenha destacado que a estratégia de sanções contra a Rússia já começa a fazer efeito.

Tradução do post de Olaf Scholz no Twitter: ”Obrigado pela calorosa recepção, querido Naftali Bennett. Quem visita Yad Vashem sente a responsabilidade muito especial da Alemanha para com o estado de Israel. E também a responsabilidade por uma ordem de paz na Europa que exclua as guerras.”