
Já é tradição no Brasil celebrar o Dia da Mentira, em 1º de abril, pregando peças e contando histórias fictícias aos mais próximos. No entanto, fica a dúvida: como surgiu essa prática? Segundo a agência governamental brasileira, surgiu em 1828. A ideia de fazer uma brincadeira “mentirosa” foi do jornal impresso mineiro “A Mentira” que, segundo se conta, no dia 1º de abril, trouxe em sua primeira edição a morte de Dom Pedro 1º na capa. Porém, ele só faleceu muitos anos depois, em 24 de setembro de 1834, em Portugal.
Origens do Dia da Mentira
No mundo, o Dia da Mentira passou a ser celebrado nesta data desde a instituição do Calendário Gregoriano, no século 16. A origem da data é incerta. Porém, uma das hipóteses é que tenha começado na França, quando o Rei Carlos IX mudou a data de comemoração do ano novo para 1º de janeiro. Boa parte da população não gostou da alteração. Muitos se recusaram a iniciar o ano na nova data e, assim, foram chamados dos ‘bobos de 1º de abril’.
Mentiras históricas
Atualmente, o departamento de marketing das empresas já viu que a data tem potencial, além de oportunidade de engajamento para aumentar a visibilidade no mercado. Por isso, algumas pegadinhas ganharam repercussão. Entre os mais conhecidos exemplos está a emissora pública britânica BBC. Em 1980, a emissora afirmou que o governo do Reino Unido trocaria o mecanismo de ponteiros do Big Ben, o relógio mais famoso do mundo, por um mostrador digital. Em seguida, a emissora teve que explicar que tudo rea uma brincadeira, diante da repercussão (negativa).
Depois, em 1992, a National Public Radio (NPR), dos EUA, veiculou entrevista do comediante Rich Little como se ele fosse o ex-presidente Richard Nixon. No quadro, chamado “Conversa da Nação”, ele afirmava que se candidataria novamente à Presidência naquele ano. O problema é que Nixon, figura política controversa, havia renunciado durante processo de impeachment em 1974. A notícia repercutiu negativamente.
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