Mais 34 pesquisadores renunciam trabalho ligado à Capes e total chega a 114

Os profissionais que se afastaram trabalham nos processos de avaliação do sistema de pós-graduação do país, divididos por áreas de pesquisa

Mais 34 pesquisadores renunciam trabalho ligado à Capes e total chega a 114

Um novo grupo de pesquisadores, composto por 34 pesquisadores, renunciou às atividades relacionadas à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o órgão do governo federal responsável pela pós-graduação no país. 

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A Capes é ligada ao Ministério da Educação (MEC) e tem sofrido com denúncias desde o fim de novembro, até o final do mês 52 pesquisadores das áreas de Matemática e Física tinham deixado seus cargos. No início de dezembro, três coordenadores e mais 25 consultores pediram o desligamento e na última terça-feira (7), os outros 34, divididos em três coordenadores e 31 consultores, renunciaram suas funções na entidade. No total são 114 pessoas que pediram demissão.

Os coordenadores eram da área de Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica, Engenharia Naval e Oceânica e Engenharia de Produção. Os consultores eram designados para a avaliação dos programas de pós-graduação no ciclo 2017-2020.

Os profissionais que se afastaram trabalham nos processos de avaliação do sistema de pós-graduação do país, divididos por áreas de pesquisa.

Os pesquisadores criticaram a pressão para acelerar ações de abertura de novos cursos, para aprovar ofertas a distância e um citaram um suposto descaso das lideranças da Capes na retomada da avaliação dos programas.

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A avaliação quadrienal da pós-graduação foi interrompida por meio de decisão judicial mas, na última quinta (2), a Justiça autorizou a retomada.

Na carta dos pesquisadores da área de Engenharias III, os profissionais relataram: “Esta decisão decorre da convicção, por esta equipe, de que não há condições, neste momento, de se produzir uma avaliação dos programas de pós-graduação com a qualidade necessária para o cumprimento de seu papel de orientadora das políticas públicas para o desenvolvimento da pós-graduação brasileira”.

Em notas de imprensa, a Capes tem insistido que considera a renúncia dos coordenadores principais de cada grupo, ressaltando que os demais são colaboradores. Cerca de 4.500 pesquisadores trabalham como consultores.

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