Bolsonaro e Boris Johnson se falam e concordam em pedir cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia

O britânico também afirmou que espera trabalhar com Bolsonaro em assuntos bilaterais como segurança e comércio

bolsonaro-e-boris-johnson-se-falam-e-concordam-em-pedir-cessar-fogo-entre-ucrania-e-russia
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sentam-se para uma reunião bilateral na residência diplomática do Reino Unido em 20 de setembro de 2021 na cidade de Nova York. (Crédito: Michael M. Santiago-Pool/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro conversou por telefone nesta quinta-feira (3) com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Publicidade

Segundo informações divulgadas pela assessoria do governo britânico, Bolsonaro e Johnson concordaram em pedir um cessar-fogo urgente na Ucrânia e disseram que a paz deve prevalecer na região.

Na conversa, Johnson afirmou que as ações do governo de Vladimir Putin na invasão da Ucrânia foram “repugnantes”, e que o mundo não pode permitir o êxito das agressões promovidas pela Rússia.

Johnson também afirmou a Bolsonaro na ligação que o Brasil foi um “aliado vital” na Segunda Guerra Mundial e que, novamente, a voz do país se mostra crucial para a solução da crise.

Boris e Jair Bolsonaro concordaram sobre a importância de pedir o fim da violência e garantir a estabilidade global. O britânico também afirmou que espera trabalhar em cooperação com Bolsonaro em assuntos bilaterais como segurança e comércio.

Publicidade

Posicionamentos do Brasil frente à guerra

Nesta quarta-feira (2), o Brasil foi um dos 141 países a votar na sessão extraordinária da Assembleia-Geral das Nações Unidas para condenar a invasão russa na Ucrânia. Os países que votaram contra foram Rússia, Belarus, Síria, Coreia do Norte e Eritreia.

No voto a favor da resolução da Assembleia-Geral, o Brasil alerta que “a resolução é um apelo à paz da comunidade internacional. Mas a paz exige mais do que o silêncio das armas e a retirada das tropas. O caminho para a paz requer um trabalho abrangente sobre as preocupações de segurança das partes”.