Boris Johnson diz que é “inconcebível” a Rússia sediar a final da Liga dos Campeões

O primeiro-ministro do Reino Unido pediu que o troneio seja retirado de São Petersburgo

Boris Johnson diz que é "inconcebível" a Rússia sediar a final da Liga dos Campeões
Final da Liga dos Campeões, está marcada para acontecer em maio (Créditos: Alex Livesey/Getty Images)

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta terça-feira (22), que a Rússia não deveria ter a permissão de sediar eventos como a final da Liga dos Campeões depois que o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu duas regiões separatistas no leste da Ucrânia.

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Quando questionado sobre a final da Liga dos Campeões, que está marcada para acontecer em maio, em São Petersburgo, Johnson disse aos legisladores: “Acho inconcebível que grandes torneios internacionais de futebol possam ocorrer na Rússia após… a invasão de um país soberano”.

De acordo coma CNN, Johnson anunciou sanções contra cinco bancos russos e três executivos de lato escalão no país. O primeiro-ministro pediu que as demais nações ocidentais também impusessem bloqueios às instituições financeiras russas.

Reino Unido e os Estados Unidos já anunciaram que vão introduzir sanções contra os russos. O Japão também informou, na madrugada desta terça-feira (22) que “está pronto” para se unir aos EUA e outras nações do G7 na aplicação de sanções. Em uma reunião de ministros da Relações Exteriores europeus Alemanha e outros países da União Europeia devem decidir sobre o uso de sanções ainda nesta terça-feira (22).

Depois de meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia está aumentando a pressão sobre seu ex-vizinho soviético, ameaçando desestabilizar a Europa e incluir os Estados Unidos junto.

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Em torno da Ucrânia, a Rússia vem reforçando seu controle militar desde o ano passado acumulando dezenas de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país. Isso provocou alertas de oficiais de inteligência dos EUA de que uma invasão russa pode ser iminente.

Os esforços diplomáticos para acalmar os ânimos não chegaram a nenhuma conclusão, nas últimas semanas. O presidente russo Vladimir Putin, reconheceu na segunda-feira (21), a independência de Donetsk e Luhansk, duas áreas separatistas ucranianas.

A escalada de conflitos de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de seguranças no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

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