Covid-19 leva China a suspender venda de ingressos para as Olimpíadas de Inverno

Os organizadores dos jogos no ano passado, já tinham avisado que turistas de outros países não poderiam assistir às disputas, por conta das regras da China de controles da pandemia

Covid-19 leva China a suspender venda de ingressos para as Olimpíadas de Inverno
A distribuição dos ingressos que estão disponíveis ainda não está clara, porém, de acordo com o comitê chinês, serão distribuídos apenas para os “espectadores locais” (Créditos: Tasos Katopodis/Getty Images)

Foi informado nesta segunda-feira (17) pelo comitê organizador da China para as Olímpiadas de Inverno, que os ingressos para os eventos não estarão à venda para o público geral devido ao avanço da Covid-19.

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De acordo com os organizadores, as entradas disponíveis serão controladas e distribuídas pelas autoridades locais para “grupos específicos” que terão que cumprir com rígidas normas sanitárias.

A China vinha aplicando uma dura política de “Covid zero” na preparação para os jogos marcados para começar no dia 4 de fevereiro, com grandes isolamentos e testagem em massa. 

Os organizadores dos jogos no ano passado, já tinham avisado que turistas de outros países não poderiam assistir às disputas, por conta das regras da China de controles da pandemia. Nesta segunda, eles citaram uma situação “severa e complexa” da Covid-19 no país para justificar a medida. Pequim, cidade-sede dos jogos de inverno, na semana passada, confirmou o 1º caso local de transmissão da variante Ômicron.

Quem poderá assistir?

A distribuição dos ingressos que estão disponíveis ainda não está clara, porém, de acordo com o comitê chinês, serão distribuídos apenas para os “espectadores locais”.

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Os organizadores ainda disseram que todos aqueles que receberem os ingressos deverão passar por protocolos bem rígidos de prevenção contra a Covid-19 antes, durante e depois dos eventos.

Os jogos, que estão marcados para ocorrer em Pequim e em algumas cidades da região, vão acontecer dentro de uma espécie de “bolha olímpica” que mantém os atletas e equipes técnicas em isolamento absoluto.

Ômicron desafia ‘Covid zero’

A nova onda, agora provocada pela variante Ômicron, vem desafiando a estratégia chinesa de “Covid zero”, que foi aplicada até o momento. Assim que poucos casos são confirmados, na China, um lockdown já é colocado no local temporariamente e milhões de pessoas começam a ser testadas para que se encontre possíveis pessoas infectadas. Zhuhai, que fica no sul do país, próximo de Macau, foi a última cidade a entrar em confinamento. 

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Nesta sexta-feira (14), as autoridades anunciaram que identificaram uma pessoa com sintomas leves de Covid-19 (e outras seis assintomáticas) durante uma triagem em massa na população, que teve início após o surgimento de um caso em um município vizinho.

Recorde de casos diários

Na China, o número diário de casos da Covid-19 chegou, nesta segunda-feira (17), ao seu pico mais alto desde março de 2020. Só nesta segunda, 223 novos casos foram confirmados na China, incluindo 80 na cidade portuária de Tianjin, atingida pelo vírus, e outros nove, incluindo casos da Ômicron, em Guangzhou, no sul do país.

Foram relatados outros 68 casos na província central de Henan, onde medidas de confinamento parcial e uma campanha de testes em massa foram colocados para milhões de moradores.

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