TOP SECRET

Putin encontra presidente da Turquia para ter conversa secreta

Putin e Erdogan se encontraram numa sala privada após o almoço para ter uma reunião de assuntos sigilosos. Nenhum dos dois líderes falará com a imprensa sobre o evento.

Putin agradeceu pessoalmente à Erdogan por ajudá-lo com os acordos sobre as exportações de grãos ucranianos (Créditos: Chris McGrath/Getty Images)

Vladimir Putin, presidente da Rússia, se encontrou nesta sexta-feira (5) com Recep Erdogan, presidente da Turquia, para ter uma conversa, até então secreta, em Sochi, cidade turística russa. O líder checheno Ramzan Kadyrov também foi visto entrando no prédio acontecia a reunião.

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A conversa acontece duas semanas depois da Turquia ter sido palco do acordo sobre exportações de grãos entre Ucrânia e Rússia. Segundo a agência de notícias russa Tass, Putin tirou um momento da reunião para agradecer Erdogan pela ajuda neste acordo.

De acordo com o Kremlin, os tópicos que os dois líderes pretendiam abordar na conversa giravam em torno das relações econômicas entre os dois países, a exportação de grãos ucranianos e questões internacionais, sendo essas últimas direcionadas para Síria, Ucrânia e Nagorno-Karabakh.

Porém, um relatório ucraniano publicado no jornal The Washington Post acusa o encontro de se tratar de uma conversa secreta em que Putin tentará usar a Turquia para contornar sanções ocidentais. Mais especificamente, o relatório aponta que o presidente russo pretende usar os reservatórios e refinarias turcos para disfarçar a origem do petróleo russo e desviar de um possível futuro embargo da União Europeia.

Outro indício suspeito da conversa é a presença do líder da República da Chechênia (região semi-autonôma da Rússia) Ramzan Kadyrov, que comanda batalhões chechenos na Ucrânia e Síria.

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A reunião dos dois presidentes acontece numa sala privada, sem cobertura de mídia e os dois não darão entrevistas sobre o encontro.

Apesar do tom suspeito da conversa, a relação entre Putin e a Turquia está estremecida. A Turquia é um país membro da OTAN e está vendendo armas para a Ucrânia como parte do esforço para ajudar o país e, além disso, os dois países disputam interesses contrários na guerra civil da Síria.

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