A República Dominicana realizou suas eleições presidenciais no último domingo (19). Dos nove candidatos que participaram, a principal disputa foi entre Luis Abinader e o ex-presidente Leonel Fernández, que completou três mandatos. Abinader levou a vitória, conquistando seu segundo mandato no país.
O novo presidente declarou sua vitória com a votação 56% apurada. “Sou e serei o presidente de todos os dominicanos. Assumo a confiança que recebi e a obrigação de não decepcionar. Não falharei”, escreveu nas redes sociais. Ele obteve aproximadamente 60% dos votos Fernández que, por sua vez, reconheceu a derrota e afirmou ter ligado ao adversário.
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Quem é Luis Abinader?
Abinader, de 56 anos, é herdeiro de um negócio familiar de turismo e construção: o consórcio Abicor. O império comercial é extremamente bem-sucedido, e permitiu que ele acumulasse um patrimônio de quase R$395 milhões antes de entrar para a política.
Ele tentou seguir os passos do seu pai, José Rafael Abinader, que já foi secretário de Finanças e senador. Se candidatou para ser senador em 2005, vice-presidente em 2012 e presidente em 2016, mas não obteve sucesso em nenhuma vez.
Até que, em 2020, disputando contra Fernández, se tornou presidente. Seu discurso anticorrupção fez sucesso, já que o partido que ficou no poder durante 16 anos, o Partido Libertação Dominicana (PLD), passava por diversos escândalos.
Foi seu primeiro mandato que consolidou sua popularidade. Além de gerar um aumento no PIB e conduzir a pandemia de Covid-19 com responsabilidade, estabeleceu, principalmente, uma política restrita com o Haiti. Isso porque muitas pessoas do país vizinhos costumam se mudar para a República Dominicana em uma tentativa de escapar da crise humanitária.
Abinader construiu um muro em parte da fronteira, limitou a migração e instalou militares nas beiradas do território. O político afirma que “não existe e nunca existirá uma solução dominicana” para a crise no país vizinho.
A população dominicana apoia as medidas migratórias, apesar de uma pressão constante da comunidade internacional em prol do abrigo de refugiados haitianos. Em 2023, mais de 250 mil foram deportadas para o Haiti. “Continuaremos deportando quem quer que seja ilegal”, disse Abinader em um debate.