Rússia e Ucrânia têm “pausa técnica” nas negociações de cessar-fogo

Conversas se concentram na busca de um acordo de cessar-fogo para criação de um corredor humanitário e saída de civis

Rússia e Ucrânia têm "pausa técnica" nas negociações de cessar-fogo, diz negociador
No momento das negociações, Zelensky divulgou um vídeo afirmando que as conversas entre os negociadores ucranianos e russos era difícil (Créditos: Brendan Hoffman/Getty Images)

A quarta rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia foi mais uma que terminou sem acordo devido a uma “pausa técnica” nesta segunda-feira (14) e serão concluídas nesta terça-feira (15). Quem deu a informação foi um dos principais negociadores ucranianos, Mykhailo Podoliak. As conversas, que foram colocadas pelo presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky como “difíceis“, se concentram em chegar a um acordo de cessar-fogo para a retirada de civis e uma solução para o conflito.

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“Foi feita uma pausa técnica nas negociações até amanhã. Para trabalho adicional nos subgrupos de trabalho e esclarecimento de definições individuais. As negociações continuam…”, escreveu Podoliak no Twitter.

No momento das negociações, Zelensky divulgou um vídeo afirmando que as conversas entre os negociadores ucranianos e russos era difícil. “As conversas difíceis continuam. Todos aguardam novidades”.

A Rússia quer que e a Ucrânia mude sua Constituição para resguardar neutralidade (fora da Otan), além de considerar Crimea como território russo e reconhecer as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes.

Enquanto as negociações vão acontecendo, os ataques da Rússia continuam em diversas cidades ucraniana. A capital, Kiev, também foi alvo. Diversas explosões pesadas foram reportadas. Algumas das explosões podem ter sido cusadas por armas de defesa aérea ucranianas visando aeronaves russas ou mísseis de cruzeiro. Vários rastros de fumaça subindo ao céu puderam ser vistos do centro de Kiev, disse a reportagem da CNN americana.

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Nesta segunda-feira (14), a Ucrânia está buscando retirar os civis por 10 “corredores humanitários”, até mesmo pelas cidades próximas à capital Kiev e na região leste de Luhansk, disse Iryna Vereschuk, vice-primeira-ministra.

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