Rússia não quer ocupar Ucrânia, mas acabar com os nazistas, diz porta-voz do Kremlin

Peskov também descartou as ameaças de Putin sobre o uso de armas nucleares na Ucrânia

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Um soldado polonês ajuda uma família que acabou de chegar da Ucrânia devastada pela guerra na fronteira de Medyka em 15 de março de 2022 em Medyka, Polônia. (Crédito: Sean Gallup/Getty Images)

Em entrevista para a CNN, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os objetivos da Rússia seguem os mesmos desde o início da invasão: desmilitarizar a Ucrânia, eliminar os batalhões nazistas e o reconhecimento dos territórios independentes.

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“Ninguém tem raiva da Ucrânia nem dos ucranianos, apenas daqueles proíbem que se fale russo, dos que carregam símbolos nazistas nas ruas, dessas pessoas que querem a Otan ameaçando a Rússia”, afirmou Peskov.

Sobre as ameaças de Vladimir Putin usar armas nucleares, Peskov descartou, a princípio: “caso haja uma ameaça existencial à Rússia, então isso pode ser uma consequência, não há outras razoes mencionadas nesse texto.”

Durante reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o embaixador da Rússia, Vasily Nebenzya, afirmou que grupos nazistas atiram propositalmente em ucranianos que tentam fugir do país. A narrativa foi repetida na entrevista de Peskov à CNN, que quando questionado sobre os constantes ataques à cidade de Mariupol, negou mais uma vez os ataques a civis e acusou tropas nacionalistas ucranianas de impedir a fuga dos moradores.

Tradução do post de Christiane Amanpour no Twitter: ”Durante meses, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, e muitos outros oficiais russos negaram repetidamente que a Rússia planejava invadir a Ucrânia – e depois invadiram mesmo assim. Eu coloco isso para Peskov: depois de todas essas mentiras, como alguém pode acreditar na Rússia em futuras negociações?”

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